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Ex-ministro Gilson Machado Neto e o deputado federal Mendonça Filho (Imagem ilustrativa).

Gilson Machado Neto e Mendonça Filho são hoje dois nomes centrais da política pernambucana, geralmente posicionados no campo da centro-direita e da direita. Ao longo dos últimos anos, já caminharam juntos em alianças pontuais, principalmente em torno de candidaturas majoritárias. Os dois também têm algo em comum que pesa no currículo: ambos foram ministros, embora em governos diferentes.

Gilson Machado Neto

Gilson foi ministro do Turismo e presidente da Embratur no governo Jair Bolsonaro. Tornou-se um dos principais rostos do bolsonarismo em Pernambuco e é filiado ao PL.

Em junho de 2025, esteve no centro de polêmicas ao ser preso e solto no mesmo dia, no contexto de investigações que envolvem Mauro Cid.

Atualmente, Gilson e seu filho, o vereador Gilson Filho, avaliam deixar o PL por causa de conflitos internos com a direção estadual do partido, comandada por Anderson Ferreira. A possível nova casa partidária seria o Podemos.

Mendonça Filho

Mendonça é deputado federal por Pernambuco e filiado ao União Brasil. Tem uma trajetória longa e consolidada na política tradicional do Estado. Já foi governador de Pernambuco, deputado federal em vários mandatos e ministro da Educação no governo Michel Temer.

Em 2022, durante a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, Mendonça declarou apoio ao então presidente. Na ocasião, recebeu em Belo Jardim a visita de Gilson Machado Neto e outros aliados para formalizar esse apoio.

Em resumo, a relação entre Gilson e Mendonça é marcada por convergências em momentos estratégicos, como o apoio a Bolsonaro em 2022, mas cada um segue carreira própria, em partidos distintos e com perfis políticos diferentes. Mendonça representa uma direita mais institucional e tradicional. Gilson é identificado diretamente com o bolsonarismo raiz.

O cenário de 2026

Em 2026, os eleitores poderão votar em dois candidatos ao Senado ao mesmo tempo. E tudo indica que a direita pernambucana já começou a se movimentar para definir seus nomes à Câmara Alta.

Em uma das pesquisas divulgadas em outubro de 2025 pela Opindata Pesquisa e Estatística, mostra o ex-ministro Gilson Machado, do PL, com 10,6%, e Mendonça Filho, do União Brasil, com 4,5% de intenções de votos para o Senado. O levantamento apresentou margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Pesquisa na integra

De acordo com os números, Marília Arraes, do Solidariedade, liderava as intenções de voto com 17,9%. Curiosamente, pouco depois da divulgação, ela firmou um acordo com o PT e optou por disputar uma vaga de deputada federal. Humberto Costa, do PT, que vai para sua 3ª disputa ao Senado aparece com 13,5%.

Em terceiro lugar surge o ex-ministro Gilson Machado, do PL, com 10,6%.

Na sequência, aparecem empatados com 7,8% o deputado federal Eduardo da Fonte, do PP, e o também deputado federal Silvio Costa Filho, do Republicanos. O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil, registra 6,5%, enquanto Mendonça Filho, também do União Brasil, soma 4,5%.

Mais abaixo, o ex-deputado Fernando Dueire, do MDB, aparece com 2,9%, e o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, do PL, com 2,3%.

O levantamento mostra ainda que 20,1% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. Outros 6,1% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. A pesquisa apresentou margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Movimentos de direita no Estado

Edu Cabral, Eliabe Serafim, Jonas Neto, Gilson Machado, Ênio Guimarães, Nena Cabral, Airon Arruda, Dr. Vinívius e André Bolota. 

Em setembro de 2025, o movimento Artigo Um em Pernambuco, liderado por Márcio Guimarães e presente em 43 cidades do Estado, declarou apoio a Gilson Machado Neto para o Senado.

Bira Tavares, Padre Kelmon e o deputado federal Mendonça Filho (UB).

Já nesta quarta-feira (14/01), Ubirajara Tavares, conhecido como Bira da Universo e presidente estadual do Movimento Foro do Brasil, divulgou uma foto ao lado do Padre Kelmon e do deputado federal Mendonça Filho. O movimento defende que Mendonça tem currículo invejável, conduta ilibada e uma extraordinária capacidade de diálogo, apontando o ex-governador como um nome capaz de harmonizar e engrandecer a política pernambucana.

Cabos eleitorais e números que não mentem

No segundo turno das eleições de 2022 em Pernambuco, Lula teve 66,93% dos votos válidos, somando 3.640.933 votos. Jair Bolsonaro ficou com 33,07%, totalizando 1.798.832 votos.

O principal nome do campo adversário da direita na disputa pelo Senado é Humberto Costa, do PT. Senador desde 2011, ele tenta emplacar o terceiro mandato consecutivo. Em 2018, saiu vitorioso com 1.713.565 votos, superando Jarbas Vasconcelos, que obteve 1.430.802 e também garantiu uma das vagas. Na mesma eleição, Mendonça Filho ficou em terceiro lugar, somando 1.302.446 votos, o equivalente a 19,58% do total, um desempenho que ainda hoje ecoa no tabuleiro político pernambucano.

Na eleição para o Senado em 2022, Gilson Machado Neto obteve 1.320.555 votos, ficando atrás de Tereza Leitão, que venceu com 2.061.276 votos.

A pergunta que não quer calar

Diante desse cenário, fica o questionamento que ecoa nos bastidores e nas ruas: o que a direita precisa fazer, de fato, para virar o jogo em Pernambuco e conseguir eleger dois senadores em 2026?

Spoiler político: não vai ser só com nome forte. Vai ter que ter estratégia, união real, leitura fina do eleitor e muito pé no chão. Caso contrário, a matemática continua mandando mais que o discurso.

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