Se você olhar para partidos como o PT, por exemplo, eles investiram pesado em militância, comunicação e presença orgânica em comunidades. No campo internacional, pensadores como Antonio Gramsci já defendiam a chamada “hegemonia cultural”, ou seja, vencer primeiro no campo das ideias para depois vencer na política.
O que existe, na prática, é disputa de narrativa entre esquerda e direita. Toda corrente ideológica tenta influenciar valores, linguagem, educação e percepção social. A direita também faz isso, só que historicamente demorou mais para entender a importância da guerra cultural.
A pergunta estratégica não é “quem alienou quem?”. A pergunta inteligente é: quem está formando melhor? Quem comunica melhor? Quem cria comunidade? Quem ocupa espaço?
Política é construção de consciência coletiva. Quem investe em formação contínua, conteúdo, símbolos e pertencimento tende a ganhar influência.
Se tem uma lição aí é essa: ideias não vencem só por serem boas. Elas vencem quando são ensinadas, repetidas, defendidas e vividas.
.gif)


