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| Victor Marques e João CamposFoto: Helia Scheppa / Divulgação Prefeitura Do Recife |
Vice assume a capital com desafios acumulados após críticas à gestão, inaugurações com funcionamento parcial e pressão crescente por respostas na educação e nas obras públicas
O ex-prefeito do Recife, João Campos, oficializou nesta quinta-feira (2) sua renúncia ao cargo para disputar o Governo de Pernambuco em 2026, deixando a administração municipal em meio a críticas, protestos e questionamentos sobre a condução de áreas estratégicas, especialmente a educação e a execução de obras públicas.
Com a saída, o vice-prefeito Victor Marques assume o comando da capital pernambucana já sob forte pressão e com uma série de demandas consideradas urgentes.
Educação: principal foco de desgaste da gestão
A área da educação se consolidou como um dos principais pontos de tensão ao longo da gestão.
Nos últimos meses, profissionais da rede municipal intensificaram mobilizações e protestos cobrando:
* valorização salarial
* melhores condições de trabalho
* reorganização da rede de ensino
* mais investimentos efetivos
As manifestações evidenciaram um cenário de insatisfação persistente, que chega ao fim da gestão sem solução estrutural consolidada, mantendo o tema como um dos principais desafios herdados pela nova administração.

Protesto com diferentes cateorias em frente à Prefeitura do Recife / Foto:Matheus Ribeiro
Protestos e pressão popular marcam reta final
Além da educação, eventos institucionais e anúncios da Prefeitura foram marcados por protestos e manifestações de diferentes setores da sociedade.
Moradores e grupos organizados questionaram projetos urbanos e decisões administrativas, apontando impactos locais e cobrando maior diálogo com a população.
O ambiente de pressão reforça a leitura de que a gestão encerra seu ciclo sob forte escrutínio público.
Obras, aditivos e ritmo acelerado de entregas entram no debate
Outro eixo de críticas envolve a condução de obras públicas.
Foram levantados questionamentos sobre:
* utilização recorrente de aditivos contratuais
* ampliação de custos em relação aos valores iniciais
* prazos de execução estendidos
Na reta final da gestão, também houve intensificação no ritmo de inaugurações de obras públicas, o que foi interpretado por críticos como tentativa de consolidar entregas antes da saída do cargo.
Hospital da Criança vira símbolo de controvérsia
Um dos episódios mais emblemáticos envolve o Hospital da Criança do Recife (HCR) Antônio Carlos Figueira.
A unidade foi oficialmente inaugurada no dia 2 de abril, como um dos últimos atos da gestão. No entanto, o próprio cronograma divulgado indica que o hospital inicia funcionamento com capacidade parcial, com previsão de atingir operação plena apenas nos meses seguintes.
A situação ganhou repercussão após fiscalização ao vivo realizada pelo vereador Eduardo Moura, que apontou, em publicações nas redes sociais, que a estrutura ainda apresentava pendências no momento da entrega.
A Prefeitura do Recife, por sua vez, informou que a abertura do hospital ocorrerá de forma gradual, com ampliação progressiva dos serviços até o pleno funcionamento, estratégia que, segundo a gestão, é comum em equipamentos de grande porte.
Nova gestão começa com desafios imediatos
Ao assumir a Prefeitura, Victor Marques herda um cenário que exige respostas rápidas.
Entre os principais pontos:
* reorganização da rede municipal de educação
* gestão de contratos e andamento de obras
* entrega integral de equipamentos públicos anunciados
* recomposição da confiança em áreas sensíveis
A expectativa é de que os primeiros meses sejam decisivos para o direcionamento da nova gestão.
Desconhecimento popular levanta atenção sobre nova gestão
A chegada de Victor Marques ao comando da Prefeitura levanta uma questão importante: grande parte dos recifenses ainda conhece pouco sobre o novo prefeito.
A transição coloca expectativas sobre como ele conduzirá a cidade diante dos desafios herdados, mostrando que a relação com a população será construída na prática, à medida que o vice assume o protagonismo da gestão municipal.
População acompanha e cobra resultados
A transição ocorre sob forte vigilância da população.
O cenário é de expectativa, mas também de cobrança por soluções concretas, especialmente diante da percepção de que parte dos problemas se estendeu ao longo da gestão anterior.
Saída estratégica, legado em avaliação
A renúncia de João Campos ocorre dentro do prazo legal e integra sua estratégia para disputar o Governo de Pernambuco.
Ao mesmo tempo, sua passagem pela Prefeitura passa a ser avaliada sob diferentes perspectivas:
* entregas e visibilidade administrativa
* críticas relacionadas à execução, prioridades e ritmo das obras
Esse conjunto de fatores agora influencia tanto o cenário político estadual quanto os primeiros passos da nova administração municipal.
Resumo
* João Campos renuncia para disputar o Governo de Pernambuco
* Victor Marques assume a Prefeitura
* Educação segue como um dos principais desafios
* Protestos marcaram a reta final da gestão
* Obras com aditivos e entregas parciais geram debate
* Hospital da Criança é inaugurado com funcionamento gradual
* Nova gestão inicia sob pressão e alta cobrança popular
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