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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu prorrogar nesta sexta-feira (3) a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida mantém o ex-chefe do Executivo fora do sistema prisional comum enquanto o Supremo conclui a análise sobre o cumprimento da pena.

Bolsonaro cumpre pena após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à narrativa de "tentativa de golpe de Estado". A prisão domiciliar havia sido autorizada em março por um período de 90 dias, prazo que terminou no fim de junho.

Com o encerramento desse período, Moraes passou a avaliar qual seria o próximo passo. Entre as possibilidades estavam manter Bolsonaro em prisão domiciliar ou determinar o retorno ao regime fechado.

A definição, no entanto, acabou sendo adiada após um novo episódio envolvendo a equipe de segurança do ex-presidente. A apreensão de uma arma com um dos seguranças passou a fazer parte da análise do ministro e retardou a decisão definitiva sobre o regime de cumprimento da pena.

Assista:

Com a prorrogação, Bolsonaro permanece em prisão domiciliar até que o STF conclua a avaliação do caso. Ainda não foi divulgada uma nova data para uma decisão definitiva sobre um possível retorno ao regime fechado.

O caso continua sendo acompanhado de perto por aliados, opositores e analistas políticos, já que qualquer mudança no regime de cumprimento da pena pode gerar novos desdobramentos jurídicos e políticos.

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