Depois de mais de três décadas dentro dos tribunais, Fernando Santos decidiu trocar a toga pela disputa política. Ex-juiz com passagem por diferentes áreas da Justiça em Pernambuco, incluindo a Justiça Eleitoral, Vara do Consumidor e Vara da Criança e da Juventude, ele agora coloca sua experiência jurídica e sua história de vida à disposição de um projeto político voltado principalmente para o Agreste pernambucano.
Em entrevista ao Bora Pernambuco, Fernando Santos explicou que a decisão de entrar na política não nasceu de uma necessidade profissional. Pelo contrário. Segundo ele, a escolha está ligada à própria trajetória de vida, marcada por uma infância de extrema dificuldade.
O ex-magistrado contou que foi colocado ainda bebê em uma caixa de sapatos em uma praça pública pela mãe biológica e acabou sendo criado por uma família pobre. É justamente dessa experiência que ele diz tirar a motivação para atuar em defesa das pessoas que considera mais vulneráveis.
"Eu estou me colocando à disposição do povo de Pernambuco, do povo de Caruaru e dos 42 municípios que compõem a região Agreste", afirmou.
Fernando Santos também citou uma trajetória anterior à política junto a associações de moradores, trabalhadores rurais e movimentos sociais. Segundo ele, esse trabalho já alcançou municípios do litoral ao Sertão.
Mas talvez o ponto mais direto da entrevista tenha surgido quando o assunto foi a desconfiança do eleitor em relação à política. Diante da velha frase de que "todo político é bandido", o ex-juiz apresentou a própria carreira como contraponto.
Ele afirmou que passou mais de 30 anos na magistratura sem responder a processo administrativo e sem qualquer registro que, segundo ele, desabonasse sua conduta.
"Eu acredito que a minha idoneidade é que me coloca à disposição do povo", declarou.
ASSISTA:
Com o início oficial da campanha marcado para 16 de agosto, Fernando Santos já demonstra disposição para enfrentar a estrada. E fez isso com uma comparação bem-humorada: disse que pretende "pegar passarinho com a mão", numa referência à estratégia de percorrer o Agreste, conversar diretamente com o eleitor e buscar voto no corpo a corpo.
A eleição, agora, começa a transformar discurso em teste de realidade. Para um ex-juiz acostumado aos processos, o próximo desafio será outro: convencer o eleitor nas ruas.






.png)