Justiça Eleitoral determina retirada de publicações que associavam João Campos aos cartazes espalhados pelo Recife; autoria do material ainda não foi esclarecida
O caso dos cartazes com ataques contra a governadora Raquel Lyra (PSD), espalhados pelo Recife, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (31). O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a retirada de três publicações que associavam o candidato João Campos (PSB) e seu grupo político ao material.
A decisão ocorre após a forte repercussão dos cartazes, que circularam pela capital pernambucana no domingo (30) com acusações pessoais contra Raquel. O material não apresenta, de forma pública, identificação de quem produziu, financiou ou distribuiu os impressos.
Justiça Eleitoral determina retirada de publicações
A decisão do TRE-PE atingiu conteúdos publicados nas redes sociais que estabeleciam uma ligação entre João Campos e os ataques.
Na decisão, o desembargador considerou que não havia, até aquele momento, elementos suficientes para atribuir a João Campos, ao PSB ou à Frente Popular a produção ou distribuição dos cartazes.
A decisão, no entanto, não esclarece a autoria dos cartazes. A investigação sobre quem produziu e distribuiu o material continua sendo uma questão distinta.
Cartazes provocaram reação de Raquel
A circulação dos impressos provocou uma reação pública de Raquel Lyra.
A governadora condenou os ataques e acionou as autoridades para investigar a origem do material. Os cartazes fazem referências pessoais à sua vida e à morte de seu marido, Fernando Lucena, em 2022.
Raquel classificou o episódio como uma forma grave de ataque político e pediu respeito à sua família.
João Campos também repudia ataques
João Campos, principal adversário de Raquel na disputa pelo Governo de Pernambuco, negou qualquer participação de sua campanha na produção ou distribuição dos cartazes.
O candidato também afirmou que pretende tomar medidas judiciais contra quem atribuir a autoria do material à sua candidatura.
A manifestação ocorreu em meio à circulação de publicações nas redes sociais que tentavam relacionar os ataques ao grupo político do socialista.
Quem está por trás dos cartazes?
Com a decisão desta segunda-feira, o episódio passa a ter um novo componente: além da investigação sobre os ataques contra Raquel, a Justiça Eleitoral também passou a atuar sobre a divulgação de informações que atribuíam a autoria do material a adversários políticos.
Até o momento, não há comprovação pública de que os cartazes tenham sido produzidos por João Campos, por sua campanha, pelo grupo político de Raquel Lyra ou por qualquer outra candidatura.
A identificação dos responsáveis será fundamental para esclarecer a origem dos ataques e verificar eventual responsabilidade eleitoral ou criminal.
O caso acontece em meio a uma disputa cada vez mais acirrada pelo Governo de Pernambuco, marcada também por acusações envolvendo conteúdos políticos disseminados nas redes sociais.
Agora, além de descobrir quem colocou os cartazes nas ruas do Recife, a Justiça Eleitoral terá de acompanhar as consequências da disputa de versões que surgiu depois da divulgação do material.





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