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Raquel Lyra destaca investimentos em infraestrutura, energia e atração de empresas em Pernambuco durante evento Folha Energia no Recife./ Foto: Ilustração / IA/Bora PE.

Governadora e candidata à reeleição mencionou investimentos em Suape e no Porto do Recife, terminal eletrificado, transição energética no Sertão do Araripe e avanços para a Transnordestina

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta segunda-feira (24), no Recife, que Pernambuco vive um novo momento na atração de investimentos e na preparação de sua infraestrutura para receber empresas e ampliar a competitividade do Estado.

A declaração ocorreu durante o lançamento da quarta edição da Revista Folha Energia, Matriz de Oportunidades, realizado no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem. O evento reuniu representantes dos setores público e privado para discutir energia limpa, biocombustíveis, infraestrutura, logística e novas oportunidades de desenvolvimento.

Durante a fala, Raquel destacou que o Estado vem avançando na preparação de sua infraestrutura e citou investimentos públicos e privados como parte desse processo.

“A gente está vivendo hoje um momento diferente”, afirmou a governadora.

Suape e Porto do Recife

Entre os principais exemplos apresentados por Raquel estão os investimentos no Complexo Industrial Portuário de Suape.

A governadora citou a dragagem dos canais, a recuperação do molhe e outras intervenções realizadas no complexo. Ela também agradeceu ao governo federal pela participação nos investimentos em infraestrutura portuária.

O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou, na última sexta-feira (21), que Suape passa por ações de modernização, incluindo a dragagem do canal interno e a recuperação do Molhe 4. No Porto do Recife, teve início neste mês uma obra de dragagem e readequação da infraestrutura aquaviária.

Raquel também destacou a chegada do novo terminal de contêineres da APM Terminals, inaugurado em junho.

O empreendimento recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados e é considerado o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. A nova estrutura amplia em 55% a capacidade operacional de movimentação de contêineres de Suape.

Para a governadora, o empreendimento demonstra como investimentos públicos em infraestrutura podem se combinar com o capital privado para ampliar a capacidade logística do Estado.

Transnordestina

A Ferrovia Transnordestina também ocupou espaço na fala da governadora.

Raquel ressaltou a importância estratégica da ligação ferroviária para Pernambuco e defendeu a integração do Estado com outros corredores logísticos do Nordeste e do país.

O trecho pernambucano entre Salgueiro e Suape, no entanto, ainda passa por etapas técnicas e administrativas para a retomada das obras. A Sudene vem trabalhando na estruturação do projeto e apresentou ao Tribunal de Contas da União estudos relacionados à viabilidade econômica e social do trecho.

A conexão é considerada estratégica para Pernambuco por permitir uma ligação ferroviária entre o Sertão e o Complexo Industrial Portuário de Suape.

O Ministério de Portos e Aeroportos também destacou recentemente a importância da Transnordestina para conectar a produção aos mercados consumidores e ampliar a integração entre os diferentes modais de transporte.

Transição energética no Sertão do Araripe

Raquel também destacou a transição energética no Polo Gesseiro do Araripe.

Segundo a governadora, o setor vem sendo incluído em iniciativas voltadas à utilização de fontes energéticas mais eficientes. Ela citou a parceria com a Copergás e a expansão do gás natural para a região.

O Polo Gesseiro do Araripe é um dos principais centros produtores de gesso do país e possui importância para cadeias como a construção civil e a agricultura.

A iniciativa faz parte de uma estratégia de interiorização do gás natural e de redução da utilização de fontes energéticas mais poluentes na produção industrial.

A agenda de transição energética também ganha espaço em Suape. O complexo portuário vem atraindo projetos relacionados a novas fontes de energia e se apresenta como um território voltado à inovação e à sustentabilidade.

Energia e a nova economia digital

A discussão sobre infraestrutura energética também se conecta a outro setor que pode representar uma nova frente de investimentos para Pernambuco: os data centers.

Em reportagem publicada anteriormente pelo Bora PE, o portal mostrou o potencial de Pernambuco para se transformar em um polo da economia digital, diante do avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e da crescente necessidade de estruturas capazes de armazenar e processar grandes volumes de dados.

A reportagem “Data centers podem transformar Pernambuco em polo da economia digital” mostrou como a combinação entre energia, conectividade e localização estratégica pode colocar o Estado no radar de novos empreendimentos tecnológicos.

Leia a reportagem do Bora PE sobre o potencial de Pernambuco para receber data centers

A relação entre os dois temas é direta: grandes data centers demandam elevada disponibilidade de energia e infraestrutura de conectividade. Por isso, a expansão da oferta energética e a modernização da infraestrutura podem se tornar fatores relevantes na disputa por investimentos desse setor.

O movimento também aparece em outras frentes da economia pernambucana. Em julho, o Banco do Nordeste anunciou financiamento de R$ 509 milhões para a implantação de uma termelétrica movida a gás natural no Complexo Portuário de Suape, dentro de um investimento total previsto de R$ 779 milhões.

Investimento público e privado

Durante o evento, Raquel reforçou a importância da parceria entre os governos estadual e federal e o setor privado para a execução de obras e atração de novos empreendimentos.

A governadora citou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao agradecer pela participação do governo federal nos investimentos realizados nos portos pernambucanos.

O discurso também destacou o papel dos investidores que já possuem negócios no Estado e daqueles que avaliam Pernambuco como destino para novos empreendimentos.

A combinação entre infraestrutura, logística e transição energética foi apresentada pela governadora como um dos caminhos para ampliar a competitividade de Pernambuco e criar condições para a chegada de novos investimentos.

O que tudo isso pode representar para Pernambuco

Mais do que obras, portos, ferrovias ou novos projetos de energia, a discussão envolve uma pergunta que interessa diretamente aos pernambucanos: que tipo de desenvolvimento esses investimentos podem trazer para o Estado?

A resposta passa pela geração de empregos, pela chegada de novas empresas, pela melhoria da infraestrutura e pela capacidade de Pernambuco de aproveitar setores que estão crescendo no Brasil e no mundo.

Suape, o Porto do Recife, a Transnordestina, o Polo Gesseiro do Araripe e os novos projetos ligados à energia e à tecnologia fazem parte de uma mesma disputa: a de preparar Pernambuco para um mercado cada vez mais competitivo.

Para o Estado, o desafio agora é transformar projetos e investimentos em oportunidades que cheguem à ponta, movimentando a economia, fortalecendo as empresas locais e criando novas perspectivas para quem vive e trabalha em Pernambuco.

É esse movimento, entre infraestrutura, energia, tecnologia e geração de oportunidades, que pode ajudar a definir o próximo capítulo da economia pernambucana.


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