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| Pesquisa eleitoral em Pernambuco mostra disputa pelo Governo do Estado e corrida ao Senado em 2026./Foto: Ilustração/IA/Bora PE |
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) mostra Raquel Lyra com 48% e João Campos com 44% na disputa pelo Governo; no Senado, Marília Arraes e Humberto Costa aparecem tecnicamente empatados, enquanto Mendonça Filho vem logo atrás
A eleição de 2026 começa a entrar em uma fase decisiva em Pernambuco, mas os números mais recentes mostram que ainda há espaço para mudanças.
A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (24), coloca Raquel Lyra (PSD) com 48% das intenções de voto para o Governo de Pernambuco, contra 44% de João Campos (PSB).
A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Na prática, os números colocam os dois principais candidatos em uma situação de proximidade estatística neste momento da disputa.
Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão) e Professora Camila (UP) aparecem com 1% cada. Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO) não pontuaram. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 4%, enquanto 2% não souberam responder.
Distância entre Raquel e João diminuiu
Na pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 11 de setembro, Raquel Lyra tinha 47% e João Campos, 42%.
Agora, a governadora oscilou para 48%, enquanto o prefeito do Recife aparece com 44%.
A diferença passou de cinco para quatro pontos percentuais. Como a margem de erro é de três pontos, essas oscilações precisam ser interpretadas com cautela e não permitem, isoladamente, afirmar uma tendência consolidada.
O instituto também testou um eventual segundo turno entre os dois principais nomes.
Nesse cenário, Raquel Lyra aparece com 51%, contra 45% de João Campos. Brancos e nulos somam 3%, e 1% não soube responder.
Senado: Marília e Humberto empatados tecnicamente
A eleição para o Senado apresenta uma dinâmica diferente. Em 2026, Pernambuco elegerá dois senadores, e cada eleitor terá dois votos.
Na pesquisa estimulada do Datafolha, Marília Arraes (PDT) aparece com 19%, seguida por Humberto Costa (PT), com 17%, e Mendonça Filho (PL), com 13%.
Eduardo da Fonte (PP) registra 10%, Túlio Gadêlha (PSD) aparece com 6% e Carlos Sant’Anna (Novo), com 2%.
Outros nomes registraram 1% ou não pontuaram. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 19%, enquanto 10% não souberam responder.
Com margem de erro de três pontos percentuais, Marília Arraes e Humberto Costa estão tecnicamente empatados.
Mendonça Filho aparece numericamente atrás, mas a diferença em relação aos dois primeiros precisa ser analisada considerando a margem de erro. A própria cobertura do levantamento observa que o resultado não permite tratar as posições como uma classificação definitiva.
58% ainda não apontam espontaneamente um nome para o Senado
Um dos números que mais chama atenção na pesquisa aparece quando o Datafolha pergunta ao eleitor em quem pretende votar sem apresentar previamente a lista de candidatos.
Nesse cenário espontâneo, 58% dos entrevistados não souberam indicar um nome.
Marília Arraes e Humberto Costa aparecem com 9% cada. Mendonça Filho tem 6%, Eduardo da Fonte registra 3%, Túlio Gadêlha aparece com 2% e Carlos Sant’Anna, com 1%.
O resultado mostra que a escolha para o Senado ainda está longe de estar completamente cristalizada entre os eleitores.
Quando os nomes são apresentados, a parcela de indecisos diminui, mas ainda permanece relevante: 19% indicam branco, nulo ou nenhum candidato e outros 10% não souberam responder.
O que mudou no Senado?
Na pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 11 de setembro, Marília Arraes tinha 18%, Humberto Costa 16%, Mendonça Filho 12% e Eduardo da Fonte 10%.
Agora, os três primeiros aparecem com 19%, 17% e 13%, respectivamente.
Eduardo permanece com 10%.
Túlio Gadêlha passou de 5% para 6%, enquanto Carlos Sant’Anna manteve 2%.
Todas essas variações estão dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Por isso, os números mostram oscilações, mas não permitem afirmar, isoladamente, que houve uma mudança estatisticamente comprovada na posição dos candidatos.
Governo e Senado têm fotografias diferentes
Os números mostram duas disputas com características diferentes.
Para o Governo de Pernambuco, Raquel Lyra e João Campos concentram a maior parte das intenções de voto e aparecem separados por quatro pontos no cenário estimulado.
Para o Senado, a disputa envolve dois votos e apresenta uma distância menor entre os principais nomes, além de um percentual expressivo de eleitores que ainda não indicam espontaneamente uma escolha.
É importante lembrar que pesquisas eleitorais registram o comportamento do eleitor no período em que as entrevistas são realizadas. Elas não antecipam o resultado da urna.
Comentário do Bora Notícia
O recado da pesquisa é direto: Pernambuco entrou em uma disputa de números apertados.
No Governo, quatro pontos separam Raquel Lyra de João Campos, diferença que está dentro da margem de erro do levantamento.
No Senado, Marília Arraes e Humberto Costa aparecem tecnicamente empatados, enquanto Mendonça Filho vem logo atrás. E existe outro dado que merece atenção: 58% dos entrevistados não conseguiram indicar espontaneamente um nome para o Senado.
Isso significa que existe uma parcela importante do eleitorado ainda em processo de definição.
A eleição, portanto, continua em movimento. Novas pesquisas, debates, alianças, campanhas de rua e acontecimentos políticos ainda poderão alterar a fotografia registrada pelos institutos.
Pesquisa é fotografia. A urna é o resultado.
E, neste momento, a fotografia de Pernambuco mostra uma disputa que continua aberta e que ainda tem muita história para contar.
Ficha técnica
Instituto: Datafolha
Período das entrevistas: 22 a 24 de setembro de 2026
Amostra: 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Nível de confiança: 95%
Contratantes: Folha de S.Paulo e TV Globo
Registro no TSE: PE-08125/2026
Disputas pesquisadas: Governo de Pernambuco e Senado Federal
Vagas para o Senado: 2
Fonte: Datafolha.





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