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| Coronel Alberto Feitosa mostra preços de alimentos em supermercado no Recife ao lado de consumidoras. |
Durante visita a um supermercado no Recife, o deputado ouviu consumidoras, comparou preços de produtos básicos e criticou o custo de vida e a carga tributária.
Entre os produtos citados estavam feijão, macarrão, café e itens de limpeza.
Segundo as consumidoras que acompanharam Feitosa, o feijão, que custava R$ 6,00, passou a ser encontrado por R$ 8,99. O macarrão mencionado na comparação saiu de R$ 1,75 para R$ 2,99. O café apareceu próximo dos R$ 20, enquanto um produto de limpeza citado durante a visita teria passado de R$ 1,75 para R$ 9,90.
Os valores foram apresentados durante a visita ao supermercado e podem variar conforme marca, estabelecimento, região e período.
“Essa aqui foi a picanha que Lula prometeu”
Um dos momentos registrados durante a visita ocorreu quando uma das consumidoras segurou um pacote de mortadela e fez referência à promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionada ao consumo de picanha.
“Essa aqui foi a picanha que Lula prometeu”, afirmou a mulher.
A declaração foi feita enquanto Feitosa apresentava os preços dos produtos e criticava o custo de vida no país.
Deputado questiona carga tributária
Durante a compra, Feitosa também chamou atenção para a carga tributária incidente sobre o consumo. Ao conversar com as consumidoras, o parlamentar afirmou que, em uma compra de R$ 330, cerca de R$ 180 corresponderiam a impostos.
“Dona Josiane e Dona Rosa, R$ 330,00 aqui. A senhora tá pagando R$ 180,00 em impostos”, declarou.
Na sequência, o deputado criticou gastos do governo federal e citou viagens e valores relacionados a projetos culturais financiados por meio da Lei Rouanet.
A associação entre os impostos pagos pelos consumidores e as despesas mencionadas foi apresentada por Feitosa como argumento político. O valor de R$ 180 citado pelo parlamentar não significa que aqueles recursos específicos tenham sido destinados diretamente às despesas mencionadas.
Bolsa Família entra no debate
Feitosa também utilizou o Bolsa Família para fazer uma comparação entre diferentes governos. Segundo o deputado, o benefício tinha valor de aproximadamente R$ 190 antes do governo Bolsonaro e chegou a R$ 600 durante aquela gestão.
O parlamentar questionou ainda o poder de compra das famílias diante dos preços dos alimentos e afirmou que o valor mínimo de R$ 600 não teria recebido novo reajuste desde então.
A discussão sobre o valor do benefício ocorre em paralelo ao debate sobre inflação e custo de vida, especialmente em relação aos alimentos e produtos de consumo cotidiano.
Preços no centro da disputa política
A visita de Feitosa ao supermercado ocorre em um período de forte disputa política e coloca o preço dos produtos básicos no centro do discurso do parlamentar.
Ao lado das consumidoras, o deputado buscou mostrar a diferença entre os valores encontrados atualmente e os preços relatados por elas em períodos anteriores. A estratégia aproxima o debate econômico da rotina das famílias, utilizando produtos do dia a dia como referência.
A comparação, no entanto, precisa levar em consideração fatores como marca, local de compra, promoções, período analisado e variações de mercado.
Para Feitosa, os preços encontrados reforçam as críticas que vem fazendo à condução da economia pelo governo Lula. Para as consumidoras que participaram da visita, o principal impacto aparece diretamente no orçamento doméstico.
No fim, a discussão levantada durante a passagem pelo supermercado é uma das mais concretas do debate econômico: quanto o consumidor consegue levar para casa com o mesmo dinheiro?





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