O Polo Gesseiro do Araripe produz quase tudo o que o Brasil extrai de gipsita, mas ainda enfrenta um problema que vai além da produção: transformar essa matéria-prima em mais indústria, tecnologia, empregos e riqueza dentro de Pernambuco.
A região, no Sertão do Estado, responde por aproximadamente 97% da produção nacional de gipsita, movimenta cerca de 2,8 milhões de toneladas por ano, reúne mais de 600 empresas e gera aproximadamente 12 mil empregos diretos.
O cenário foi discutido nesta quarta-feira (2), durante uma visita a Trindade. Os candidatos Gilson Machado Filho, que disputa uma vaga de deputado estadual, e Gilson Machado, candidato a deputado federal, conversaram com empresários do setor sobre os obstáculos enfrentados pelo Polo.
Para Gilson Filho, a carga tributária e o custo logístico reduzem a competitividade do gesso produzido no Araripe.
“Os altos impostos que incidem sobre o produto, além do custo alto no transporte com o preço da gasolina e do diesel, carimbam o custo Brasil do gesso do Araripe”, destacou Gilson Filho.
Assista:
Como resposta, o candidato apresentou o Programa Araripe Indústria 2.0, proposta que busca incentivar uma mudança no perfil econômico da região: sair da concentração na produção da matéria-prima e ampliar a fabricação de produtos industrializados de maior valor agregado.
A proposta inclui incentivos progressivos para empresas que modernizem suas unidades, desenvolvam novos produtos, gerem empregos locais e ampliem a presença nos mercados nacional e internacional.
Também estão previstas linhas de crédito, laboratórios e ambientes de inovação, além do estímulo à produção de drywall, componentes pré-fabricados, materiais acústicos e outros derivados do gesso.
“O Araripe Indústria 2.0 é a proposta de uma política estadual para fazer a riqueza do gesso gerar mais indústria, tecnologia, renda e empregos na própria região. Na Alepe, nosso compromisso será encaminhar o programa ao Governo do Estado, construir sua base legal, articular recursos e fiscalizar cada resultado”, explicou Gilson Filho.
A agenda inclui ainda energia mais competitiva, expansão do gás, melhoria dos acessos rodoviários e integração logística do Araripe aos principais corredores do Nordeste.
Ao defender a proposta, Gilson Machado resumiu o desafio em uma mudança de lógica econômica: Pernambuco precisa aumentar o valor gerado dentro do próprio território.
“Pernambuco não pode continuar retirando riqueza do seu território para depois comprar de volta produtos industrializados. O próximo salto do Araripe é deixar de ser reconhecido apenas como polo produtor de gesso e se tornar um polo industrial de tecnologia e materiais para a construção”, reforçou Gilson Machado.







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