O Senado Federal começou a analisar um pedido de impeachment que mira diretamente dois ministros do Supremo Tribunal Federal: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O caso gira em torno do Banco Master, instituição financeira que teve suas atividades encerradas pelo Banco Central após uma série de irregularidades graves.
O pedido foi apresentado por um cidadão comum, que levanta suspeitas sobre um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes. Segundo o autor, essa relação configuraria um conflito de interesses evidente e violaria princípios básicos de moralidade e decoro no exercício da função pública.
No caso de Dias Toffoli, o documento questiona decisões que levaram investigações sobre o Banco Master diretamente para o STF, além da decretação de sigilo e uma viagem em jato particular ao lado de um advogado ligado a executivos do banco. Para o requerente, essas ações levantam dúvidas sobre imparcialidade e transparência.
O pedido também cita uma reportagem que revelou a compra de uma mansão de alto valor pelo casal Moraes em Brasília, reforçando a narrativa de possível enriquecimento incompatível com a função.
Apesar da gravidade das acusações, a expectativa em Brasília é de que o pedido não avance. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já deixou claro que não pretende abrir processos de impeachment contra ministros do STF, mesmo diante de pressão ou apoio expressivo de senadores.
O pano de fundo de tudo isso é a queda do Banco Master. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição após identificar crise de liquidez, incapacidade de honrar compromissos e violações graves às normas do sistema financeiro. O caso envolve investigação policial, suspeitas de fraudes e a prisão do principal controlador do banco.
.gif)




