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Reproduçâo TV Senado

Base governista perde votação sobre quebra de sigilo de filho de Lula, parlamentares partem para confronto físico e sessão é suspensa

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social terminou em confusão generalizada nesta quinta-feira (26), em Brasília. Após derrota da base governista em votação considerada estratégica, o plenário se transformou em palco de empurra-empurra, gritos e até agressão física entre deputados.

A comissão aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação foi simbólica, o que gerou forte reação de parlamentares aliados ao governo.

De acordo com a Band, governistas alegaram que havia votos suficientes para barrar o requerimento e contestaram a condução da sessão pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que proclamou a aprovação do pedido.

Deputado admite agressão

O clima esquentou rapidamente. Conforme relatado pela revista Veja, o deputado Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter desferido um soco contra o deputado Luiz Lima (Novo-RJ). Correia alegou ter sido empurrado antes e, posteriormente, pediu desculpas pelo episódio.

A sessão precisou ser suspensa por cerca de 15 minutos para conter os ânimos.

Governo promete recorrer

Após a retomada, integrantes da base anunciaram que devem recorrer à Mesa Diretora do Congresso Nacional para tentar anular a votação ou questionar formalmente o procedimento adotado.

Enquanto a oposição comemorou o que classificou como “avanço nas investigações”, o episódio escancarou o clima de tensão política que marca os trabalhos da CPMI.

A comissão segue em andamento e os próximos encontros prometem novos embates.


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