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A política em Pernambuco ganhou mais um capítulo digno de horário nobre.

Gilson Machado Neto, ex-ministro do Turismo e nome historicamente associado a Jair Bolsonaro, está de saída para o Podemos. A filiação acontece nesta quinta-feira, dia 12, no Hotel Marante, no Recife, com a presença da presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu, e do presidente estadual da legenda, Marcelo Gouveia.

Mas essa movimentação partidária pode abrir uma tensão delicada: o uso da imagem de Bolsonaro na campanha.

O PL em Pernambuco, partido do ex-presidente, é comandado pelo grupo dos Ferreira. Nos bastidores, já circula a possibilidade de o partido tentar impedir que Gilson utilize a imagem de Bolsonaro caso permaneça em outra legenda.

Na prática, o que está em jogo é simples e poderoso: quem tem autorização política para representar o bolsonarismo em Pernambuco?


A imagem de Bolsonaro continua sendo um ativo eleitoral relevante. E ninguém quer ceder esse capital político para um nome que esteja fora da estrutura partidária oficial, mesmo que compartilhe do mesmo campo ideológico.

O episódio escancara algo maior. A disputa não é apenas contra adversários externos. Há uma corrida interna por protagonismo, liderança e controle da narrativa dentro da própria direita pernambucana.

Pastor Everaldo, Gilson Machado, Renata Abreu, Gilson Filho, Marcelo Gouveia e Luiz de França.

No fim das contas, a discussão vai além da troca de partido. Trata-se de estratégia, posicionamento e da definição de quem será o porta-voz legítimo desse eleitorado no estado.

Política é xadrez. E quando as peças começam a se mover antes da eleição, é porque o jogo já está sendo pensado lá na frente.

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