Nesta quarta-feira (18), o clima esquentou nos corredores do poder e a deputada Clarissa Tércio botou a boca no trombone. Segundo ela, a primeira reunião da Comissão da Mulher foi marcada pela rejeição sistemática de pautas ligadas ao público feminino conservador.
A deputada afirma que todos os seus requerimentos foram desprezados, inclusive uma moção de repúdio contra declarações da deputada Erika Hilton. Clarissa alega que as mulheres que não comungam com as ideias da atual presidência estão perdendo seu “lugar de fala” e sendo silenciadas logo na largada dos trabalhos.
Clarissa trouxe exemplos do cotidiano para ilustrar a perda de espaço das mulheres biológicas. Ela citou o esporte, mencionando a própria filha de 16 anos que joga vôlei e se vê inconformada com a competição contra mulheres trans. Além disso, a deputada alertou para a falta de privacidade em banheiros e situações críticas em presídios femininos, como o caso da Colmeia, onde haveria denúncias de “balbúrdia” nos corredores. Veja:
Antecipando as críticas, a deputada foi enfática: não se trata de transfobia, mas de defender conquistas históricas das mulheres. Ela afirmou que a maioria da população brasileira compartilha dessa preocupação e que as “mulheres de bem” não vão aceitar retrocessos nos espaços que lutaram tanto para conquistar.
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