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Derrubaram o PL antes mesmo da votação. Agora vem a pergunta que ninguém quer fugir: isso era proteção ou controle disfarçado? Enquanto discutem palavras, tem criminoso solto.

Na noite desta terça-feira (7), o deputado federal Nikolas Ferreira falou que o tal “PL da Misoginia” saiu de cena, pelo menos por enquanto. A decisão de não votar o projeto este ano veio após pressão política e repercussão nas redes.


Mas o ponto central não é só o adiamento. É o motivo. A crítica feita por parlamentares contrários ao projeto é que ele não atacava o problema real da violência contra a mulher. Em vez disso, poderia abrir espaço para punições ligadas à fala, interpretação de expressões e até situações do dia a dia.

Na prática, o debate virou o seguinte: proteger mulheres de verdade ou criar regras que podem virar controle de opinião?

Veja o que o deputado federal Nikolas Ferreira falou sobre o assunto:

Quem se posicionou contra o projeto defende que o caminho mais eficiente é outro. Menos simbologia e mais consequência real para criminosos.

Isso inclui penas mais duras, combate direto a crimes graves e mecanismos para identificar e manter criminosos longe da sociedade. A discussão agora muda de nível. Sai o campo do discurso e entra o campo da execução. Porque no fim do dia, a pergunta que fica é simples e direta: o que realmente impede a violência?

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