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Gilson Machado apresenta propostas para idosos e defende mais direitos para a população idosa em Pernambuco./Foto: Divulgação/ Gabinete

Candidato a deputado federal defende medidas para reduzir custos com medicamentos, ampliar fisioterapia domiciliar e facilitar o deslocamento de idosos e acompanhantes

A defesa da população idosa é uma das principais bandeiras apresentadas por Gilson Machado em sua campanha para deputado federal. O candidato vem defendendo uma agenda voltada à saúde, à mobilidade e à qualidade de vida das pessoas com mais de 60 anos e afirma que pretende levar essas demandas ao Congresso Nacional.

Entre as propostas apresentadas estão a ampliação da desoneração de medicamentos para idosos, o fortalecimento do atendimento de fisioterapia em domicílio e a criação de mecanismos para garantir a gratuidade do transporte coletivo também aos acompanhantes de pessoas idosas que necessitem de assistência.

A pauta, segundo Gilson, tem uma motivação que vai além da disputa eleitoral. Ele cita a própria experiência familiar para explicar por que decidiu colocar os idosos entre as prioridades de sua atuação política.

“Eu sou filho de um homem de mais de 80 anos, com a mente sã e com mobilidade. Hoje o idoso gasta quase metade da aposentadoria com medicação e assistência à saúde. Isso é justo para quem passa a vida toda trabalhando? Essa pauta vai além da política, é um direito de todos os idosos”, afirmou.

Envelhecimento aumenta pressão por políticas públicas

A escolha do tema ocorre em meio a uma transformação demográfica do Brasil.

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o país tinha 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,8% da população. Em 2010, esse grupo representava 10,8%. O número de idosos cresceu 56% entre os dois censos.

O cenário amplia a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde, à prevenção, à reabilitação e à autonomia da população idosa.

É nesse contexto que Gilson Machado procura apresentar sua pauta, defendendo que o aumento da expectativa de vida precisa vir acompanhado de melhores condições para que os brasileiros envelheçam com dignidade.

Medicamentos no centro da discussão

Um dos principais pontos defendidos pelo candidato é a redução do peso dos medicamentos no orçamento dos idosos.

A proposta dialoga com uma realidade já reconhecida pela legislação brasileira. O Estatuto da Pessoa Idosa estabelece que cabe ao poder público fornecer gratuitamente medicamentos, especialmente os de uso continuado, além de recursos necessários ao tratamento, habilitação e reabilitação. A legislação também prevê atendimento domiciliar para idosos que estejam impossibilitados de se locomover.

Gilson defende que as políticas existentes sejam ampliadas e que o sistema tributário possa contribuir para tornar os medicamentos mais acessíveis, especialmente para quem depende de tratamentos contínuos.

Fisioterapia dentro de casa

A fisioterapia domiciliar é outro ponto da agenda apresentada pelo candidato.

Para idosos com mobilidade reduzida, o deslocamento até clínicas e unidades de saúde pode se transformar em uma dificuldade adicional. A proposta defendida por Gilson busca ampliar o acesso à reabilitação diretamente no ambiente doméstico, especialmente nos casos em que o paciente tem dificuldades para se locomover.

O próprio Estatuto da Pessoa Idosa já prevê atendimento domiciliar e reabilitação orientada pela geriatria e pela gerontologia. A discussão, portanto, está na ampliação e efetividade desse atendimento.

Acompanhantes também entram na pauta

Outro ponto levantado por Gilson Machado envolve o transporte coletivo.

A legislação brasileira garante gratuidade no transporte coletivo urbano para pessoas idosas a partir dos 65 anos, mas a proposta do candidato pretende avançar sobre uma situação enfrentada por muitas famílias: o custo do deslocamento de quem precisa acompanhar um idoso em consultas, tratamentos ou outras atividades.

A ideia defendida é criar condições para que o acompanhante também possa ter acesso à gratuidade quando estiver efetivamente prestando assistência ao idoso.

Na avaliação do candidato, a medida ajudaria a diminuir um obstáculo financeiro para famílias que precisam acompanhar parentes idosos com frequência.

Uma pauta que vai além do voto

A escolha da população idosa como prioridade também chama atenção por uma característica do eleitorado.

Nas eleições brasileiras, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Para quem tem mais de 70 anos, o voto é facultativo.

Para Gilson Machado, entretanto, a defesa dos idosos não deve ser pensada apenas pela ótica eleitoral.

A argumentação do candidato é que o envelhecimento é uma realidade que alcança cada vez mais famílias e que as demandas dessa população precisam estar presentes nas decisões tomadas em Brasília.

“Essa pauta vai além da política, é um direito de todos os idosos”, reforçou Gilson.

Gilson quer consolidar bandeira no Congresso

Ao reunir medicamentos, saúde, fisioterapia, mobilidade e assistência em uma mesma agenda, Gilson Machado busca consolidar a defesa da população idosa como uma das principais bandeiras de sua candidatura ao Congresso Nacional.

A estratégia coloca no centro do debate um segmento que representa uma parcela crescente da população brasileira e cujas necessidades tendem a ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.

Para o candidato, a discussão não se limita à terceira idade de hoje, mas diz respeito também ao futuro de milhões de brasileiros que chegarão à velhice e precisarão de políticas públicas capazes de garantir saúde, autonomia e dignidade.

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