Teste Menu 6

 

Outubro Rosa 2026 destaca nova regra para mamografia e prevenção do câncer de mama./ Foto: Ilustração/IA/Bora Notícia.

Campanha de conscientização sobre o câncer de mama ganha novo capítulo em 2026, enquanto nova regra da ANS amplia a cobertura da mamografia digital pelos planos de saúde

O Outubro Rosa começa nesta quinta-feira (1º) com uma novidade que interessa diretamente a quem precisa realizar exames para prevenção, investigação ou acompanhamento do câncer de mama. A partir de hoje, entra em vigor a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que retira a restrição de idade para a cobertura da mamografia digital pelos planos de saúde, desde que exista indicação médica.

A mudança foi aprovada pela diretoria da ANS em setembro e passa a permitir a cobertura do exame independentemente da faixa etária, conforme avaliação e prescrição do médico assistente. A medida vale para rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do tratamento do câncer de mama.

A alteração ocorre justamente no início do Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.

Brasil tem estimativa de 78,6 mil novos casos por ano

Os números do Instituto Nacional de Câncer (INCA) ajudam a dimensionar o problema.

Para cada ano do período de 2026 a 2028, são estimados 78.610 novos casos de câncer de mama no Brasil. A doença representa o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

Segundo o INCA, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem depois dos 50 anos, fazendo da idade um dos principais fatores de risco para a doença.

No Nordeste, a estimativa para 2026 é de 58,02 casos novos por 100 mil mulheres, de acordo com os dados do instituto.


Mas afinal, quem deve fazer mamografia?

Essa é uma das principais dúvidas durante o Outubro Rosa.

No SUS, a recomendação atual para o rastreamento de rotina, ou seja, quando a pessoa não apresenta sinais ou sintomas suspeitos, é de mamografia para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Essa recomendação foi atualizada em setembro de 2025 e considera as evidências disponíveis sobre redução da mortalidade.

Isso não significa que mulheres fora dessa faixa estejam impedidas de realizar o exame.

O INCA informa que mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos, sem sinais ou sintomas suspeitos, podem ter acesso à mamografia de rotina no SUS mediante decisão compartilhada com profissional de saúde, considerando os possíveis benefícios e riscos.

Quando existem sinais ou sintomas suspeitos, a situação é diferente. A investigação diagnóstica pode ser indicada independentemente da idade, conforme avaliação profissional.

O que deve chamar atenção?

O câncer de mama nem sempre provoca sintomas no início. Por isso, conhecer o próprio corpo e perceber alterações é importante.

Entre os sinais que devem ser avaliados por um profissional estão:

  • nódulo ou caroço persistente na mama;
  • alteração no formato ou tamanho da mama;
  • retração da pele ou do mamilo;
  • saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente com sangue;
  • pele com aspecto semelhante a uma “casca de laranja”;
  • alterações na região da axila.

O aparecimento de uma dessas alterações não significa necessariamente que exista câncer, mas é motivo para procurar avaliação em um serviço de saúde.

O INCA também orienta que as mulheres conheçam suas mamas e percebam o que é normal ou não para o próprio corpo. A recomendação atual não exige uma técnica específica de autoexame.

E os homens?

Embora seja muito menos frequente, homens também podem desenvolver câncer de mama.

Por isso, alterações persistentes na região das mamas também devem ser avaliadas, especialmente diante da presença de um caroço ou outra mudança incomum.

O que pode ajudar a reduzir o risco?

O câncer de mama não possui uma única causa e alguns fatores de risco não podem ser modificados, como idade, histórico familiar e determinadas características genéticas.

Por outro lado, o INCA aponta fatores relacionados ao estilo de vida que podem ser modificados.

Entre eles estão o excesso de peso corporal, a falta de atividade física e o consumo de bebidas alcoólicas. A prática regular de atividade física, a manutenção de peso adequado, uma alimentação saudável e a redução ou eliminação do consumo de álcool estão entre as medidas associadas à redução do risco.

O que mudou para quem tem plano de saúde?

A mudança anunciada pela ANS merece atenção.

Até então, a cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde estava vinculada a uma faixa etária específica. Com a retirada da Diretriz de Utilização, a partir de 1º de outubro de 2026, a cobertura passa a ocorrer sem restrição de idade quando houver indicação médica.

Na prática, a decisão passa a considerar a necessidade clínica e a indicação do profissional de saúde, e não somente a idade do paciente.

A alteração vale para pessoas que necessitem da tecnologia, conforme avaliação médica, inclusive para investigação e acompanhamento do câncer de mama.

Pernambuco tem atendimento itinerante

Em Pernambuco, quem depende do SUS também conta com ações de descentralização do atendimento.

As Carretas da Mulher Pernambucana, iniciativa do Governo do Estado, levam serviços especializados para municípios e comunidades, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, as unidades móveis oferecem mamografia, ultrassonografia de mama e útero, consultas com ginecologista e mastologista, além de procedimentos como biópsias, conforme indicação.

A iniciativa busca aproximar os serviços de saúde das mulheres que enfrentam dificuldades de deslocamento até unidades especializadas.

Outubro Rosa vai além da mamografia

A campanha também serve para lembrar que prevenção não significa apenas realizar um exame.

A detecção precoce depende de informação, atenção aos sinais do corpo e acesso rápido aos serviços de saúde quando existe alguma alteração.

O próprio INCA destaca que o diagnóstico precoce contribui para reduzir o estágio em que a doença é identificada e depende do reconhecimento dos sinais suspeitos e do acesso oportuno à investigação e ao tratamento.

Por isso, a mensagem do Outubro Rosa de 2026 pode ser resumida de uma maneira simples: informação também é uma forma de cuidado.

E, diante de qualquer alteração persistente nas mamas, a orientação é procurar um profissional de saúde.

SERVIÇO

SUS: a porta de entrada é a unidade de saúde. A partir da avaliação profissional, podem ser solicitados exames e encaminhamentos para serviços especializados.

Pernambuco: as Carretas da Mulher Pernambucana realizam atendimento itinerante e oferecem exames e consultas voltados à saúde feminina. A Secretaria Estadual de Saúde informa como unidade de referência o endereço Rua Engenheiro Bandeira de Melo, 120, Poço da Panela, Recife, telefone (81) 3071-8750.

Planos de saúde: desde 1º de outubro de 2026, a mamografia digital passa a ter cobertura obrigatória sem restrição de idade quando houver indicação médica, conforme a nova regra da ANS.

Importante: a indicação de exames deve considerar a idade, histórico, sintomas e avaliação individual de cada pessoa. Informações jornalísticas não substituem consulta ou orientação de profissional de saúde.


VEJA TAMBÉM:


   -   Carreata mobilizada por moradores leva apoio a Flávio Bolsonaro às ruas do Recife 

   -   Alexandre Negão participa de aniversário de Wilson e recebe forte apoio durante confraternização

   -   Entre mensagens, redes sociais, vídeos e trabalho, o aparelho virou presença constante na rotina, e especialistas chamam atenção para os impactos do uso excessivo na convivência, no sono e no cotidiano familiar

Inscreva-se no canal do Bora 👇