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Jair Bolsonaro e Flavio Bolsonaro / Divulgação PL

Mesmo preso e fora da disputa direta, ex-presidente segue influenciando a direita, mobilizando sua base e moldando os rumos de 2026 

Jair Bolsonaro atravessa, em 2025, o período mais duro de sua trajetória pública. Preso, enfrentando problemas de saúde e afastado oficialmente das urnas, o ex-presidente ainda assim permanece no centro do debate político nacional. Gostem ou não, Bolsonaro continua sendo uma referência incontornável quando o assunto é direita, conservadorismo e o futuro eleitoral do Brasil.

A recente cirurgia de hérnia inguinal bilateral, autorizada pela Justiça, somada ao tratamento para crises persistentes de soluço, expôs um Bolsonaro fragilizado fisicamente, mas longe de estar politicamente inativo. Mesmo sob custódia do Estado e com pedidos de prisão domiciliar negados, ele segue em recuperação médica, acompanhado de perto por profissionais de saúde, enquanto seu nome continua ocupando espaço no noticiário e nas conversas políticas pelo país.

Para seus apoiadores, esse momento reforça uma narrativa já conhecida: a de um líder que enfrenta adversidades pessoais, jurídicas e institucionais sem abandonar suas convicções. Essa leitura ajuda a explicar por que Bolsonaro, mesmo preso, segue mobilizando uma base fiel, ativa nas redes sociais, em grupos políticos e nos bastidores das articulações eleitorais.

 É nesse contexto que se insere a decisão de indicar o senador Flávio Bolsonaro como seu sucessor natural para as eleições de 2026. O gesto foi recebido de forma muito positiva entre bolsonaristas, trouxe clareza ao campo conservador e ajudou a reduzir disputas internas. Para essa militância, a indicação representou continuidade e direção em um cenário de incertezas.

Flávio Bolsonaro surge, para essa base, como a possibilidade de manter vivo um projeto político iniciado em 2018, com defesa de valores conservadores, críticas à alta carga tributária, discurso em favor de um Estado mais enxuto e posicionamento firme na economia. Mais do que um sobrenome, a escolha simboliza a tentativa de preservar um legado e manter organizada uma direita que segue buscando espaço e protagonismo.

Como coluna de opinião, é preciso reconhecer:

Bolsonaro divide o país como poucos líderes da história recente. Para alguns, sua condenação simboliza o fortalecimento das instituições e da democracia. Para outros, representa excessos e perseguição política. Independentemente da posição ideológica, o fato é que o bolsonarismo segue vivo, estruturado e com plano político para o futuro.

O Brasil caminha para 2026 carregando tensões, disputas e incertezas que não podem ser ignoradas. Jair Bolsonaro pode estar limitado física e juridicamente, mas seu nome, suas escolhas e seu legado continuam pesando no jogo político nacional. Mas uma coisa é certa: gostem ou não, qualquer análise do cenário político de 2025 e das eleições de 2026 passa, inevitavelmente, por Jair Bolsonaro, por sua condição atual e pelo peso do legado que ainda mobiliza milhões de brasileiros.

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