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O contador Tiago Costa Moura, fundador do Grupo Rede Contábil e o apresentador Joálisson Farias. Foto: Arquivo/Bora PE.

Entenda tudo, antes que a conta chegue!

Se você é empreendedor, profissional liberal ou aquele guerreiro que vive do Pix todo dia, abre o olho. No Bora Repórter desta terça-feira, 30 de dezembro, eu, Joálisson Farias, recebo Tiago Costa Moura, contador e fundador do Grupo Rede Contábil. E já aviso. O papo foi um verdadeiro balde de água fria pra quem achava que a Reforma Tributária viria pra aliviar o bolso.

A real é simples. O governo mudou as regras do jogo e quem não se mexer agora vai acabar pagando o pato. E o imposto.

O fim da “farra” do Pix

Sabe aquele Pix que cai direto na sua conta física todo dia, limpinho, sem CNPJ e sem preocupação? Pois é. O cerco fechou.

Com o uso pesado de inteligência artificial, a Receita Federal passou a cruzar dados em nível ninja. Se você movimenta mais de R$ 5 mil por mês na pessoa física, o sistema já te enxerga como alvo. Como Tiago resumiu perfeitamente durante a entrevista:
“O Estado é seu sócio majoritário, mas não coloca um real no seu risco.”

O cérebro da fiscalização é a inteligência artificial

Hoje a Receita não precisa mais de fiscal batendo na porta. Tudo acontece no sistema, com supercomputadores cruzando informações em tempo real.

Funciona assim:

e-Financeira: bancos e fintechs são obrigados a informar movimentações globais mensais acima de R$ 5 mil para CPF e R$ 15 mil para CNPJ, incluindo Pix, TED e cartões.
Padrão de consumo: o sistema compara o que entra na sua conta com seus gastos no cartão e bens adquiridos. Se você declara que ganha R$ 2 mil, mas gasta R$ 8 mil, o alerta acende na hora.

Os riscos reais pra quem vive na informalidade

Se o sistema encontra inconsistências, o roteiro do problema costuma ser pesado:

Malha fina automática: o CPF fica travado. Isso complica conta bancária, crédito, financiamento e até passaporte.
Multas salgadas: além do imposto devido, a multa por omissão pode chegar a 75%. Se houver indício de fraude, pode bater em 150%.
Cobrança retroativa: a Receita pode voltar até cinco anos. Dá pra imaginar pagar tudo de uma vez?
Desenquadramento do MEI: quem recebe por fora no CPF pra não estourar o limite anual pode ser desenquadrado retroativamente e passar a pagar como microempresa, com imposto bem mais alto.

O setor de serviços vai sentir o tranco

Quem trabalha com serviços precisa preparar o coração. Provedores de internet, publicidade, universo pet e veterinário, saúde, energia e abastecimento de água estão na linha de frente do impacto.

Impostos que hoje giram em torno de 14% podem saltar para quase 30%. Isso significa custo maior pra empresa e, inevitavelmente, preço maior pro consumidor. É efeito dominó. Tudo encarece.

A sacada de mestre para 2026

Tiago trouxe um pulo do gato visionário no programa. A possível taxação de 10% sobre o lucro distribuído.

Quem tem lucro acumulado na empresa pode se proteger agora, de forma legal, formalizando a distribuição por meio de ata registrada na Junta Comercial. É uma forma de blindar o dinheiro antes da nova regra entrar rasgando a partir de 1º de janeiro.

DRE não é luxo. É sobrevivência.

Não dá mais pra tocar empresa no achismo. Ter uma DRE mensal é defesa, é radar, é sobrevivência. É com uma DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) que você descobre se está tendo lucro de verdade ou só trabalhando pra alimentar o Leão da Receita Federal.

A reforma promete simplificar? Sim. Mas simplificar não significa cobrar menos. O momento exige estratégia, informação e decisão rápida.

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