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| Manuela D’Ávila e Cíntia Chagas. Foto: Manuela D’Ávila/Divulgação/Instagram |
No último sábado (20), a internet voltou a ferver após Cíntia Chagas anunciar oficialmente a parceria com Manuela D’Ávila para a produção de um livro sobre feminismo. O que já causava estranhamento ganhou ainda mais força depois que Cíntia revelou que recebeu Manuela em sua própria casa para aprofundar o diálogo iniciado em um debate na GloboNews.
Segundo a influenciadora, foram quase três horas de conversa gravadas, que servirão de base para a obra, prevista para lançamento em março, mês dedicado às mulheres. Em sua declaração pública, Cíntia afirmou:
“Ontem recebi a Manuela D’Ávila em minha casa para darmos continuidade ao marcante debate da GloboNews. Foram quase três horas de diálogo registradas, que darão origem a um livro. A obra percorrerá dores e experiências comuns às mulheres brasileiras, injustiças que existem unicamente pelo fato de sermos mulheres. Rimos, choramos, emocionamo-nos. Que o nosso livro una, fortaleça e solidifique as vozes femininas do nosso país.”
A fala reforça o tom emocional e conciliador do projeto, mas não diminuiu o impacto da surpresa. Manuela é uma figura histórica da esquerda brasileira, com 25 anos de militância no PCdoB, mandatos parlamentares e, mais recentemente, filiação ao PSOL. Sua atuação sempre esteve diretamente ligada às pautas progressistas e ao enfrentamento da direita.
É justamente esse contraste que alimenta as críticas. Cíntia construiu sua imagem pública se posicionando como de direita, ainda que não bolsonarista. Para parte de seus seguidores, a parceria soa contraditória e levanta dúvidas sobre coerência ideológica.
Especialistas em comunicação avaliam que a iniciativa aposta no diálogo entre opostos, mas caminha sobre um terreno escorregadio. Ao tentar unir públicos radicalmente diferentes, o risco é perder clareza de posicionamento e credibilidade com a base original.
O livro ainda não foi lançado, mas já cumpriu um objetivo evidente: gerar debate, engajamento e polarização. Agora, a pergunta que não quer calar, é: Você compraria um livro sobre feminismo escrito por Cíntia Chagas e Manuela D’Ávila juntas?
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