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Com o silêncio do PL em Pernambuco, conservadores aguardam a definição da chapa indicada por Bolsonaro e já ouvem rumores de que o Podemos pode assumir esse papel. 

À medida que o calendário se aproxima de um novo ano eleitoral, cresce entre bolsonaristas e conservadores de Pernambuco um sentimento que mistura expectativa, frustração e incerteza. Para uma base que se formou nas ruas, nas redes sociais e nas urnas a partir de 2018, a grande dúvida hoje não é apenas quem será candidato, mas se haverá, de fato, uma chapa que os represente dentro do próprio partido do presidente Jair Messias Bolsonaro. O Partido Liberal (PL), legenda à qual Bolsonaro é filiado, vive um momento de silêncio e indefinição em Pernambuco. E esse silêncio pesa. 

 Um partido que não ecoa o sentimento da base.  

Entre eleitores conservadores, a percepção é de que o PL Pernambuco não tem refletido o sentimento da sua base. O partido não se posicionou publicamente diante da prisão do presidente Bolsonaro, não se manifestou sobre os problemas de saúde enfrentados por ele e tampouco adotou uma postura clara em relação à anistia dos presos do 8 de janeiro. Enquanto esses temas mobilizam o eleitorado conservador em todo o país, a direção estadual do partido evita o debate. Para muitos, isso soa como distanciamento; para outros, como falta de compromisso. 

 O que se ouve nas ruas 

Nas ruas, nos grupos de WhatsApp e nas conversas do dia a dia, a pergunta é direta e recorrente: vai ter a chapa de Bolsonaro em Pernambuco ou não? O eleitor conservador observa o silêncio do PL e sente que uma lacuna foi aberta. A sensação é de espera, por definição, por posicionamento e por respeito à base que ajudou a construir o bolsonarismo no estado. 

 A indicação de Bolsonaro e o respeito que se espera 

Esse sentimento de insegurança se intensifica quando o foco recai sobre Gilson Machado, ex-ministro do Turismo e nome indicado diretamente por Bolsonaro como representante do bolsonarismo em Pernambuco. Gilson é reconhecido como um dos aliados mais próximos do presidente. Ainda assim, o que o eleitor observa é a ausência de apoio explícito do PL estadual, além de dificuldades políticas e entraves internos à sua candidatura. 

Ex-ministro Gilson Machado Neto
É nesse ponto que surge a dúvida que atravessa o eleitor conservador: o PL Pernambuco irá respeitar a indicação de Bolsonaro, com toda a representatividade que isso carrega? 

Quando nem Michelle Bolsonaro foi defendida 

O desconforto se aprofunda ao lembrar que o partido também não reagiu quando Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e então presidente do PL Mulher, foi atacada por um vereador do próprio PL em Pernambuco. Não houve nota de repúdio, não houve punição e não houve defesa pública. Para muitos conservadores, o episódio simbolizou algo maior: a sensação de que nem mesmo as principais figuras do bolsonarismo encontram respaldo institucional no partido estadual. 

 O eleitor sem certeza e sem direção 

 Nesse cenário, o eleitor bolsonarista chega ao fim do ano que antecede a eleição sem uma resposta clara. Haverá uma chapa verdadeiramente conservadora dentro do PL? O partido de Bolsonaro em Pernambuco representará, de fato, Bolsonaro? A falta de posicionamento do PL gera um vácuo político,  e vácuos, na política, raramente permanecem vazios. 

A possibilidade que muda tudo 

Nos bastidores, circulam relatos de que Gilson Machado, além de outros nomes ligados ao bolsonarismo, como Gilson Filho e Edu Cabral, têm recebido convites e aproximações de outras legendas. 

Vereador Gilson Filho

O Podemos surge como uma dessas possibilidades, após registros nas redes sociais de conversas entre Gilson Machado e dirigentes do partido. Para o eleitor, a reflexão é inevitável: se o PL não assume esse espaço, outro partido poderá ocupar a representação que hoje está em aberto. 

 

Edu Cabral
A pergunta que fica no ar 

 Se o PL Pernambuco não se posiciona, não defende Bolsonaro e não demonstra respeito à sua indicação, será que o grupo que representa os princípios do bolsonarismo terá de deixar o próprio partido do presidente para garantir uma representação conservadora fiel? É essa possibilidade que hoje ronda o eleitorado. Uma dúvida que não nasce da vontade de romper, mas da necessidade de se sentir representado. No fim das contas, o que o conservador pernambucano quer saber é simples — e profundo: onde estará, de fato, a direita que ele ajudou a construir? 

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