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| Presidente Lula (PT). Foto: Reprodução/Instagram |
O terceiro mandato do presidente Lula está chegando ao fim com um problema sério na mesa: dinheiro não está fechando a conta. As contas públicas entraram no vermelho em níveis que o Brasil não via desde a criação do Plano Real.
Mesmo com o novo arcabouço fiscal, criado justamente para dar previsibilidade e controle aos gastos, o déficit voltou em 2023 e seguiu firme em 2024 e 2025. O motivo principal é simples de entender: o governo gastou mais rápido do que conseguiu arrecadar.
Os gastos obrigatórios cresceram bastante. Programas sociais foram ampliados, servidores receberam reajustes e essas despesas não podem ser cortadas facilmente. Enquanto isso, reformas estruturais, aquelas que mexem de verdade no sistema e reduzem custos no longo prazo, não avançaram.
O mercado financeiro reagiu com desconfiança. Com a dívida pública subindo, o governo perde espaço para investir e tem menos liberdade para agir. Até houve bloqueios pontuais no orçamento, mas eles não foram suficientes para segurar o rombo.
O resultado é um cenário fiscal frágil que ficará como herança para o próximo presidente. Em resumo, o problema não é falta de arrecadação, é excesso de despesa sem reformas para equilibrar o jogo.
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