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Trabalhador segurando seu salário. Foto: Viviane Araújo/Bora PE.

Nova regra começa a valer em 2026, amplia a renda líquida de milhões de brasileiros e exige atenção ao equilíbrio das contas públicas 

 A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve provocar mudanças importantes no orçamento de trabalhadores em todo o país a partir de janeiro de 2026. A lei também cria um desconto progressivo para rendas de até R$ 7.350, reduzindo gradualmente a cobrança do imposto para quem recebe acima do limite de isenção.
No Nordeste, região marcada por renda média mais baixa e forte presença de trabalhadores formais de base, informais e autônomos, o efeito tende a ser ainda mais perceptível no dia a dia das famílias. 

 Mais dinheiro no salário, mais fôlego no orçamento

 Com a nova regra, quem recebe até R$ 5 mil deixa de ter o Imposto de Renda descontado na fonte. Já trabalhadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passam a pagar menos imposto, de forma escalonada. No Nordeste, esse público inclui professores da rede privada, comerciários, profissionais da saúde, servidores públicos de base, motoristas de aplicativo, pequenos prestadores de serviço e trabalhadores do setor de comércio e turismo, que formam uma parte expressiva da economia regional. Na prática, a medida pode representar algumas centenas de reais a mais por mês, valor que costuma ser direcionado para despesas essenciais, como alimentação, transporte, contas básicas e educação dos filhos. 

 Impacto no cotidiano das capitais e do interior 

Nas capitais nordestinas, onde o custo de vida subiu nos últimos anos, o fim do desconto do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil ajuda famílias a reorganizar o orçamento mensal, especialmente diante de gastos com aluguel, transporte e alimentação. Já no interior da região, onde a renda costuma ser menor e mais instável, a isenção total ou parcial do imposto pode fazer diferença no equilíbrio das contas, permitindo maior previsibilidade financeira para trabalhadores do comércio, da agricultura, do setor de serviços e do trabalho informal

Efeito fiscal no radar 

Apesar do alívio imediato para milhões de trabalhadores, a ampliação da isenção do Imposto de Renda reduz a arrecadação federal. Por isso, especialistas defendem que a medida seja acompanhada de controle de gastos, eficiência administrativa e responsabilidade fiscal, garantindo que o benefício não seja anulado por pressões futuras sobre preços, serviços ou outros tributos.

O que muda com a nova lei Isenção total do Imposto de Renda para salários de até R$ 5.000 Desconto progressivo para rendas entre R$ 5.000 e R$ 7.350 Vigência a partir de janeiro de 2026, com impacto na declaração seguinte Aumento da renda líquida para trabalhadores de renda baixa e média, especialmente no Nordeste.

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