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| Marília Arraes, Presidente Lula, Humberto Costa. Foto: ilustração/IA/Bora PE. |
A disputa pelo Senado Federal em Pernambuco já movimenta os bastidores da política e vem ganhando mais atenção do que a própria corrida pelo Governo do Estado.
A 8 meses das eleições, o cenário mostra um campo governista dividido, com disputas internas, enquanto a oposição conservadora observa e avança no discurso de equilíbrio e responsabilidade.
Nos bastidores, cresce a conversa sobre uma possível mudança de partido de Marília Arraes.
A avaliação de lideranças políticas é simples: o Solidariedade tem pouca estrutura e baixo alcance para uma eleição majoritária como a do Senado. Em uma disputa desse porte, partido forte, tempo de TV e alianças fazem diferença, e isso pesa nas decisões.
Senado vira o centro da disputa
Com duas vagas em jogo e dois terços do Senado sendo renovados em todo o país, a eleição ganhou peso estratégico. Em Pernambuco, isso antecipou o debate e aumentou a pressão sobre os partidos que fazem parte do campo governista.
Enquanto isso, a corrida pelo Governo do Estado parece mais desenhada. A governadora Raquel Lyra (PSD) busca a reeleição, e o prefeito do Recife, João Campos (PSB) aparece como principal adversário.
O problema está no PT, que ainda não decidiu se seguirá com João Campos ou se manterá uma relação mais próxima com Raquel.
Essa indefinição contrasta com o discurso da oposição conservadora, que defende menos alinhamento automático a Brasília e mais autonomia para Pernambuco, além de um Senado que funcione como freio aos excessos do poder central.
Uma vaga certa e outra em disputa
Caso a aliança entre PT e PSB se confirme, o senador Humberto Costa (PT) é dado como presença certa na chapa ao Senado. A segunda vaga, no entanto, segue em disputa e reúne nomes conhecidos do eleitorado.
Entre eles estão Marília Arraes, o ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil). Silvio tem o apoio do presidente Lula, mas ainda enfrenta baixa lembrança popular.
Miguel tenta se firmar como oposição à governadora Raquel Lyra, mas esbarra no impasse da federação partidária que integra a base do governo estadual.
Para a oposição conservadora, esse excesso de candidaturas do mesmo campo político pode acabar confundindo o eleitor e enfraquecendo o bloco governista.
Bastidores apontam confronto de visões
Nos bastidores, a leitura é direta: a disputa pelo Senado não será apenas entre nomes, mas entre duas visões de política. De um lado, partidos que buscam ampliar influência do governo federal. Do outro, a oposição conservadora, que defende equilíbrio entre os Poderes, responsabilidade com o dinheiro público e um Senado mais independente.
Com o cenário ainda em construção, uma coisa é certa: quem errar na montagem da chapa pode perder espaço justamente onde o poder pesa mais — no Senado.
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