Policiais civis de Pernambuco foram às ruas do Recife, nesta terça-feira (27/1), para cobrar algo simples e justo: respeito, valorização e cumprimento da lei. A caminhada reuniu profissionais de várias carreiras da Polícia Civil e seguiu até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado.
Entre os principais pontos da mobilização está um reajuste salarial de 33% que, segundo o sindicato, já foi reconhecido pela Justiça. O valor é referente a uma mudança feita em 2010, quando a jornada de trabalho aumentou de seis para oito horas diárias, mas o salário não acompanhou esse aumento.
De acordo com o Sinpol, decisões judiciais confirmaram que o aumento da carga horária sem reajuste proporcional fere a Constituição. O próprio Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento sobre esse tipo de situação. Ainda assim, o pagamento não foi implementado, o que motivou a cobrança pública da categoria.
Além da questão salarial, os policiais também pedem melhores condições de trabalho nas delegacias, que enfrentam problemas estruturais, falta de equipamentos e sobrecarga de pessoal. Outro ponto central é a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil em Pernambuco.
Essa lei, sancionada em nível nacional em 2023, estabelece regras para modernizar a instituição, garantir mais autonomia e melhorar o funcionamento da polícia investigativa. Para os representantes da categoria, sem essa regulamentação, a Polícia Civil continua engessada e com dificuldades para cumprir seu papel de forma eficiente.
O recado do ato foi claro: segurança pública não se fortalece apenas com discurso, mas com investimento, valorização profissional e cumprimento das decisões judiciais.
Confira como foi o protesto da Polícia Civil,
organizado pelo SINPOL-PE (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco):
Com informações e vídeo de Marina Torres/Diário de Pernambuco.
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