
Foto: Reprodução / Instagram / @nikolasferreiradm + ilustração/ia/Bora PE
Mobilização começou em Minas Gerais, e reúne parlamentares de vários estados em defesa da liberdade dos presos de 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais do que um trajeto físico, a caminhada iniciada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), no dia 19 de janeiro de 2026, carrega um forte simbolismo político e emocional. O movimento, batizado de “Caminhada pela Liberdade”, teve início em Minas Gerais com chegada prevista a Brasília, no domingo (25/01), reune parlamentares e apoiadores em um protesto pacífico que ganhou repercussão nacional.
Desde os primeiros passos, a mobilização passou a ser vista por seus apoiadores como um gesto de resistência simbólica, conectando o sentimento das ruas às decisões do poder político em Brasília. A proposta, segundo os organizadores, é ocupar o espaço público de forma ordeira, chamando atenção para pautas relacionadas à liberdade e ao futuro político do país.
No início da caminhada, Nikolas Ferreira resumiu o espírito do ato em uma mensagem publicada nas redes sociais:
“Não é sobre direita ou esquerda. É sobre liberdade. Quando o povo caminha junto, a história começa a mudar.”
A frase foi amplamente compartilhada e ajudou a dar o tom emocional do movimento, que passou a unir representantes políticos e cidadãos comuns em torno de uma mesma bandeira.
Conectando os pontos: o simbolismo da rua
Historicamente, grandes transformações políticas e sociais tiveram como ponto de partida a mobilização popular nas ruas. Um dos exemplos mais simbólicos é a queda do Muro de Berlim, em 1989, quando milhares de pessoas comuns, caminhando, ocupando espaços públicos e desafiando o medo, ajudaram a derrubar uma barreira que dividia famílias, ideias e um país inteiro.
Naquele momento histórico, o muro não caiu apenas com martelos e ferramentas, mas com pressão popular contínua, coragem coletiva e a convicção de que a liberdade precisava ser reconquistada passo a passo. O gesto de ir às ruas, de caminhar juntos, tornou-se o símbolo de um povo cansado de silenciamento e restrições.
É essa memória histórica que apoiadores da Caminhada pela Liberdade evocam ao acompanhar o movimento iniciado por Nikolas Ferreira. Guardadas as devidas proporções, a comparação surge não pelo tamanho do ato, mas pelo sentimento que o move: a ideia de que caminhar juntos é uma forma de romper muros invisíveis, políticos, institucionais ou simbólicos, que, na avaliação dos manifestantes, separam o povo das decisões que impactam o país.
Para simpatizantes do movimento, cada passo dado ao longo da estrada representa mais do que deslocamento físico. Representa a tentativa de afirmar que a rua continua sendo um espaço legítimo de expressão democrática, assim como foi em Berlim, quando a união popular mostrou ao mundo que nenhum muro é eterno diante da vontade coletiva.
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| Carlos Bolsonaro e Nikolas Ferreira em Caminhada pela Liberdade |
Para facilitar o entendimento do leitor, a mobilização pode ser dividida em dois grupos: quem participa da caminhada na prática e quem declara apoio publicamente, sobretudo pelas redes sociais.
Participação prática na caminhada
Nikolas Ferreira (PL-MG) deputado federal e idealizador da caminhada.
Gustavo Gayer (PL-GO) deputado federal que se juntou ao percurso.
André Fernandes (PL-CE) deputado federal, participa ativamente do trajeto.
Márcio Gualberto (PL-RJ) deputado federal presente na mobilização.
Zé Trovão (PL-SC) deputado federal citado nas redes como participante.
Carlos Jordy (PL-RJ) deputado federal que acompanha a caminhada.
Rafael Satiê (PL-RJ) vereador que se juntou ao grupo.
Carlos Bolsonaro (PL-SC) ex-vereador que participou de trechos da caminhada após anunciar apoio nas redes sociais.
Apoio público declarado nas redes sociais
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – senador que realizou vídeo-chamada reconhecendo e elogiando a caminhada, mesmo sem participação presencial.
Gilson Machado (PL-PE) – ex-ministro do Turismo e liderança política em Pernambuco, que declarou apoio público ao movimento, apesar de estar impedido de sair do Recife por decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes.
Outros parlamentares e lideranças conservadoras também utilizaram as redes sociais para manifestar apoio à mobilização.
Até agora, o apoio público nas redes sociais à Caminhada pela Liberdade tem sido, sobretudo, de políticos e figuras do meio político alinhadas à causa, como o senador Flávio Bolsonaro e deputados federais e vereadores que caminham ou se posicionam publicamente. Não há, até o momento, registros amplamente divulgados de artistas ou celebridades do entretenimento apoiando o movimento nas redes sociais, o que reforça o caráter essencialmente político da mobilização.
Pernambuco na linha de frente da mobilização
A mobilização iniciada por Nikolas Ferreira também encontra eco direto em Pernambuco, com lideranças políticas do campo conservador se posicionando de forma clara — seja com participação prática, seja com apoio público e engajamento nas redes sociais.
No Recife, o vereador Medina já aparece em fotos e publicações nas redes sociais participando de atos públicos e manifestações em apoio à Caminhada pela Liberdade. O parlamentar divulgou imagens tanto em mobilizações quanto em registros ligados à própria caminhada, deixando claro seu engajamento direto com o movimento iniciado por Nikolas Ferreira.
Outro nome pernambucano que ganha destaque é o do deputado estadual Abimael Santos, que já declarou publicamente estar em viagem para se integrar à caminhada. Segundo publicações feitas nas redes sociais, Abimael afirmou que está a caminho para se juntar ao grupo e participar ativamente da mobilização nos próximos trechos do percurso.
Além disso, o vereador de Santa Cruz do Capibaribe, Adilson Vitorino (PL), também já está em deslocamento para integrar a caminhada, tendo viajado junto com o deputado Abimael Santos.
Outro parlamentar que também se soma presencialmente ao movimento é o vereador do Recife, Gilson Machado (PL), que já está em deslocamento para se integrar à caminhada, seguindo ao encontro de Nikolas Ferreira e reforçando a participação pernambucana no ato.
Já o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (PL-PE), uma das principais lideranças bolsonaristas em Pernambuco e indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como possível candidato ao Senado, declarou apoio público à caminhada. Gilson, no entanto, não participa presencialmente por estar impedido de deixar o Recife por decisão judicial do Ministro Alexandre de Moraes, mas mesmo à distância, mantém manifestações de apoio ao movimento, reconhecendo a mobilização como legítima no cenário político nacional.
Na avaliação de apoiadores, a participação — direta ou indireta — dessas lideranças pernambucanas demonstra que o estado não está à margem da mobilização, mas integrado ao movimento nacional que busca pressionar e dar visibilidade às pautas defendidas pelos aliados do ex-presidente Bolsonaro.
Um movimento em construção
A Caminhada pela Liberdade segue em andamento e continua mobilizando apoiadores ao longo do percurso. Para os simpatizantes, cada passo carrega mais do que um deslocamento físico: representa a esperança de ver o poder político mais próximo da vontade popular, reafirmando que a rua segue como um espaço legítimo de expressão democrática. Em uma alusão simbólica, o clima do ato remete a momentos em que vozes anônimas, somadas nas ruas, foram capazes de derrubar muros, como na histórica queda do Muro de Berlim, e transformar o curso da história a partir da força coletiva.
A caminhada que começou, em Minas Gerais, no dia 19 de janeiro de 2026, deve terminar com uma motocarreata em Brasília, no domingo (25/1).
Confira a reportagem de Joálisson Farias 👇
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