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| Vacinação Piloto No Nordeste - Imagem Ilustrativa/IA/BoraPE |
A cidade de Maranguape, no Ceará, iniciou nesta semana uma vacinação-piloto contra a dengue, entrando para a história da saúde pública no Brasil.
Ao lado de Nova Lima (MG) e Botucatu (SP), o município é um dos primeiros do país a receber a vacina de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan, considerada um avanço importante no combate à doença.
A ação faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para testar a eficácia da vacina em larga escala antes de sua distribuição para todo o território nacional.
Por que essa vacinação é piloto?
Apesar de a vacina já ter sido aprovada pela Anvisa, o governo decidiu iniciar a imunização de forma controlada, em cidades com estrutura adequada de saúde.
O objetivo é acompanhar, ao longo de um ano, como o imunizante se comporta na prática, observando:
redução de casos de dengue;
diminuição de quadros graves;
necessidade de internações;
possíveis efeitos adversos.
Segundo o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, as cidades foram escolhidas por terem entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde capaz de monitorar os resultados com precisão.
Quantas pessoas serão vacinadas?
Ao todo, 204,1 mil doses estão sendo distribuídas nesta fase inicial. A vacinação contempla todas as pessoas entre 15 e 59 anos que moram nas cidades selecionadas.
Confira como ficou a distribuição:
Maranguape (CE) – Nordeste
60,1 mil doses - Vacinação já iniciada;
Nova Lima (MG) – Sudeste
64 mil doses | Vacinação já iniciada;
Botucatu (SP) – Sudeste
80 mil doses | Vacinação já iniciada.
Uma vacina brasileira
A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é fruto de mais de 20 anos de pesquisa, com apoio de instituições como o BNDES. Os resultados dos estudos clínicos são considerados muito positivos:
74% de eficácia global contra a dengue;
91% de redução nos casos graves;
Nenhum vacinado precisou ser hospitalizado durante os testes.
Por ser de dose única, a vacina facilita campanhas em massa e amplia as chances de alcançar rapidamente grandes parcelas da população.
O que muda para o futuro?
Se os resultados da fase piloto forem positivos, o governo pretende ampliar a produção em até 30 vezes, permitindo que a vacina chegue a todo o Brasil.
A ideia é iniciar a vacinação nacional pelos mais velhos (59 anos) e, gradualmente, avançar até os jovens de 15 anos.
Além disso, já está previsto que, a partir de fevereiro, profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, recebam as próximas doses disponíveis.
Atenção: vacina ajuda, mas prevenção continua essencial
As autoridades de saúde reforçam um alerta importante: a vacina é uma grande aliada, mas não substitui os cuidados diários.
O combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo fundamental, com ações simples como:
eliminar água parada em vasos, pneus e garrafas;
manter caixas d’água bem vedadas;
cuidar de quintais e áreas abertas.
Um passo histórico contra a dengue
A vacinação-piloto em Maranguape representa um marco no enfrentamento da dengue, especialmente para o Nordeste, uma das regiões mais afetadas pela doença.
Com ciência, planejamento e participação da população, o Brasil dá um passo firme para reduzir casos, salvar vidas e construir um futuro mais protegido.
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