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Decisão é ideológica, tem aval de Bolsonaro e pode levar aliados da direita junto

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado anunciou oficialmente seu desligamento do Partido Liberal (PL). Em carta aberta direcionada ao partido, aos conservadores e aos liberais do Brasil, ele afirmou que a decisão foi tomada com tranquilidade e consciência de quem cumpriu seu dever como cidadão e gestor público, sempre com lealdade, coragem e trabalho. 
Gilson deixou claro que a saída do PL não representa mudança de lado político. 
Segundo ele, trata-se de uma decisão ideológica, baseada na fidelidade aos princípios e valores que sempre defendeu.

 “Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores”, destacou na carta. O ex-ministro reafirmou sua lealdade ao presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, ressaltando que a relação construída com o presidente não é circunstancial, mas fruto de uma parceria baseada na confiança, em valores comuns e no compromisso com um Brasil melhor e mais justo. Gilson Machado também reforçou que segue como o nome defendido por Jair Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado Federal por Pernambuco. No entanto, pontuou que não foi o escolhido pela direção estadual do PL para essa missão, o que contribuiu diretamente para sua decisão de deixar a legenda. 

Mesmo com a mudança de partido, aliados destacam que Gilson mantém intacta a missão que recebeu: chegar ao Senado Federal. Uma missão que, segundo ele, foi confiada pelo próprio presidente Bolsonaro e que seguirá sendo perseguida, independentemente da sigla partidária. 

Durante sua passagem pelo PL, Gilson destacou que contribuiu efetivamente para o fortalecimento do partido, com forte atuação junto à base conservadora. Em 2022, obteve mais de 1,3 milhão de votos, repetindo o segundo lugar em 2024, resultado atribuído à força popular e ao apoio do povo nordestino. 

Na carta, o ex-ministro explicou que, por estar com restrições de deslocamento e impedido de sair do Recife, não conseguiu comunicar pessoalmente sua decisão ao presidente Jair Bolsonaro. Ainda assim, afirmou que a escolha foi compartilhada com Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro, que compreenderam o novo passo como parte do fortalecimento do projeto político para 2026. 

Com a saída do PL, Gilson Machado deve se filiar ao Podemos, partido pelo qual pretende disputar o Senado. A mudança marca uma nova etapa de sua trajetória política, mantendo o alinhamento com o bolsonarismo e com os valores conservadores, agora em uma nova sigla. 

Nos bastidores, a decisão já movimenta o cenário político. Há comentários entre lideranças da direita de que outros nomes ligados ao bolsonarismo, atualmente no PL, avaliam acompanhar Gilson Machado nessa nova caminhada política. Embora ainda não haja anúncios oficiais, o movimento é visto como um sinal de reorganização do campo conservador em Pernambuco. Gilson encerra sua manifestação reafirmando que seguirá na linha de frente da defesa da liberdade de expressão, contra perseguições políticas e em defesa do respeito ao serviço público, mantendo o compromisso com uma nação cada vez mais soberana para Pernambuco e para o Brasil.

Conectando os pontos, com Viviane Araújo

Impacto político da saída de Gilson Machado

A saída de Gilson Machado do Partido Liberal não é apenas uma troca de sigla, mas um movimento com efeitos claros no tabuleiro político de Pernambuco. Ao se filiar ao Podemos, Gilson leva consigo um capital político construído ao longo dos últimos anos, marcado por alta votação, forte identificação com o bolsonarismo e capacidade de mobilização da base conservadora.

Na prática, o Podemos passa a ganhar protagonismo ao incorporar um nome competitivo, com visibilidade nacional e respaldo popular, ampliando suas chances na disputa ao Senado em 2026 e fortalecendo sua presença no campo da direita no estado.

Já o PL, conectando os pontos, sofre uma perda política relevante. A legenda deixa de contar com um dos seus principais quadros ligados diretamente ao eleitorado bolsonarista em Pernambuco, o que pode enfraquecer a articulação com a base conservadora e exigir uma reavaliação das estratégias para as próximas eleições.

O movimento também abre espaço para novos desdobramentos. Nos bastidores, comenta-se que outros políticos da direita, hoje no PL, avaliam seguir o mesmo caminho de Gilson Machado, o que pode ampliar ainda mais o impacto dessa mudança partidária e acelerar uma reorganização do campo conservador no estado.

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