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Foto: Tiago Queiroz

Manifestantes cobraram punição, transparência e criticaram o que chamam de blindagem política e judicial envolvendo o caso. 


No início da noite desta quinta‑feira (22), milhares de manifestantes se reuniram em frente à sede do Banco Master, localizada em uma travessa da Avenida Faria Lima, no coração financeiro de São Paulo. O ato foi organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e acabou travando completamente a rua em frente ao prédio, que desde a quarta‑feira (21) está cercado por tapumes.

Segundo os organizadores, o protesto foi pacífico e reuniu pessoas vindas de diferentes bairros da capital paulista e até de outras regiões. A manifestação começou por volta das 19h e seguiu por algumas horas, com presença da Polícia Militar para acompanhamento e sem registro de confrontos ou depredações. 

Manifestação em frente ao Banco Master. (Reprodução/X/@Alexmorettibr)

 
O que os manifestantes queriam 


O protesto teve como principal foco os escândalos envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. Durante o ato, manifestantes cobraram: Mais transparência nas investigações; Punição aos responsáveis por supostas fraudes bilionárias; Fim do que chamam de impunidade no sistema financeiro e político; Avanço das investigações sem interferência política ou judicial.

Cartazes, faixas e palavras de ordem marcaram a manifestação. Entre os gritos mais ouvidos estavam pedidos de responsabilização dos envolvidos e críticas à forma como o caso vem sendo conduzido pelas autoridades. 

Críticas ao STF e a autoridades


Um dos principais alvos do protesto foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, relator do caso no STF. Manifestantes questionaram decisões do ministro e apontaram lentidão e falta de clareza na condução das investigações. Além de Toffoli, o protesto também teve críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Alexandre de Moraes e a Otto Lobo, indicado pelo presidente Lula para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Para os manifestantes, há um sentimento de desconfiança sobre possíveis blindagens políticas e institucionais envolvendo o caso do Banco Master.

Organização do ato 

Em entrevista ao blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Renan Santos, coordenador nacional do MBL, afirmou que a manifestação foi organizada há cerca de duas semanas. Segundo ele, o ato ganhou força após o envolvimento do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso. É preciso avançar nas investigações sem interferências políticas ou judiciais que beneficiem os investigados”, declarou o líder do movimento.

Clima do protesto 

 Apesar do tom firme e das críticas duras, o ato ocorreu de forma ordeira e pacífica. Não houve registro de confrontos com a polícia, prisões ou vandalismo. O clima foi de pressão popular, com discursos, faixas e mobilização nas redes sociais. 
A presença dos tapumes em torno do prédio do Banco Master chamou atenção e foi interpretada pelos manifestantes como uma tentativa de afastar o banco do escrutínio público, aumentando ainda mais o tom de indignação do protesto.

Foto: Divulgação
O que está em jogo 

O caso do Banco Master se tornou um dos assuntos mais comentados do momento por envolver suspeitas de irregularidades financeiras, decisões judiciais no STF e impactos diretos na confiança do sistema financeiro. Para os manifestantes, o recado foi claro: a população quer respostas, transparência e punição, sem privilégios ou interferências. A mobilização na Faria Lima mostra que o tema deixou de ser apenas técnico ou jurídico e passou a ocupar o centro do debate político e social no país. No fim das contas, o protesto na Faria Lima deixou um recado direto: quando a desconfiança cresce e as respostas não vêm, é o povo que ocupa as ruas para cobrar explicações

Conectando os pontos, a manifestação mostra que escândalos financeiros, decisões judiciais e impactos na economia não ficam restritos aos gabinetes, eles chegam à vida real, ao bolso e à paciência do cidadão comum.

Assista ao vídeo do protesto

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