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| Feirante. Foto: Viviane Araújo / Bora PE. |
Brasil em alerta: o que 2025 ensinou e por que 2026 exige atenção redobrada do Nordeste
O Brasil começou 2026 carregando os reflexos de um 2025 difícil. Não foi um ano de crise declarada, mas foi um ano em que a economia apertou, e apertou mais para quem vive do trabalho, do pequeno negócio e da renda contada no fim do mês. No Nordeste, esse aperto foi sentido ainda mais cedo e com mais força.
Quem mora em Pernambuco sabe: o problema não aparece nos gráficos primeiro, aparece na feira, no mercadinho da esquina, no posto de gasolina e na prestação que não cabe mais no orçamento.
2025: quando o dinheiro encurtou
Em 2025, o crédito seguiu caro. Quem tentou financiar uma moto para trabalhar de entrega, trocar o carro ou ampliar o pequeno comércio esbarrou em juros altos e parcelas pesadas. O resultado foi simples: muita gente desistiu de investir e preferiu segurar o pouco que tinha.
No comércio, o movimento caiu. O lojista vendeu menos, o feirante sentiu a redução nas compras e o consumidor passou a pesquisar mais, trocar marcas e cortar o que não era essencial. Até o tradicional fiado ficou mais difícil.
Enquanto isso, a inflação continuou pressionando itens básicos. O gás, a alimentação e o transporte pesaram no bolso. Mesmo quem manteve o emprego percebeu que o salário não acompanhou o aumento dos preços.
Quando o Brasil pisa no freio, o Nordeste sente primeiro
Quando a economia nacional desacelera, o Nordeste sente logo. Aqui, muitos negócios dependem do consumo diário e do crédito. Com juros altos, o pequeno empreendedor sofre. Com obras andando devagar, o emprego demora a aparecer.
Em Pernambuco, houve atraso em projetos, cautela nos investimentos e dificuldade maior para quem vive do comércio informal ou da agricultura familiar. O agricultor gastou mais com insumos. O pedreiro viu obra parar. O ambulante vendeu menos.
Os programas sociais ajudaram a segurar a barra, mas ficou claro que assistência sozinha não resolve. O povo quer trabalho, quer renda e quer oportunidade para crescer.
2026 começa com cautela
O ano de 2026 chega com promessa de melhora lenta, mas ainda cercada de cuidados. As projeções indicam crescimento econômico modesto e juros ainda altos no começo do ano. Isso significa que o crédito deve continuar difícil, pelo menos nos primeiros meses.
Na prática, o dia a dia não muda da noite para o dia. O dono da bodega continua comprando com cautela. O pequeno empresário pensa duas vezes antes de contratar. A família segue fazendo conta antes de assumir qualquer compromisso.
Além disso, 2026 é ano eleitoral. E quando a política entra em ebulição, decisões importantes costumam atrasar. O discurso aumenta, mas as soluções demoram a chegar.
Pernambuco entre resistência e esperança
Mesmo com as dificuldades, Pernambuco segue resistindo. O comércio popular, a agricultura familiar, os serviços e o trabalho informal continuam movimentando a economia local. O povo se vira, cria alternativa, busca renda extra e não espera milagre.
Mas cresce também a percepção de que entender o que acontece na política e na economia faz diferença. As decisões tomadas longe daqui impactam diretamente a vida de quem mora no Sertão, no Agreste e na Região Metropolitana.
Quando o imposto muda, o preço sobe. Quando o juro aumenta, o financiamento some. Quando a obra para, o emprego acaba. Tudo está conectado.
Informação que conversa com a realidade
Entender o cenário econômico e político deixou de ser assunto só de especialista. Hoje, faz parte da vida de quem precisa planejar, trabalhar e cuidar da família. Informação clara ajuda a tomar decisão, evitar erro e enxergar oportunidade onde antes só havia dificuldade.
No Nordeste, acompanhar esses temas é também uma forma de fortalecer a região, valorizar Pernambuco e cobrar caminhos que tragam desenvolvimento de verdade — aquele que chega na ponta, no bairro, no interior e na mesa do trabalhador.
É olhando para essa realidade, de perto, sem enrolação e com os pés no chão, que se constrói um entendimento mais justo sobre o presente e o futuro do Brasil.
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