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Dias Toffoli, Ministro do Supremo Trivbunal Federal. Foto: Andressa Anholete/STF

Toffoli cobra PF, dá prazo de 24 horas e aponta descumprimento em operação contra o Banco Master 


 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou prazo de 24 horas para que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, apresente explicações formais sobre o não cumprimento de uma ordem judicial que previa a realização imediata de diligências no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master

A decisão foi proferida nesta quarta-feira (14/1) e integra um inquérito que apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional. Toffoli foi direto ao afirmar que eventuais prejuízos às investigações, como risco de perda de provas ou comprometimento da eficácia das medidas cautelares, serão de responsabilidade exclusiva da Polícia Federal.
 
Ordem judicial não foi cumprida no prazo Segundo o ministro, a PF deixou de cumprir, dentro do prazo estabelecido, mandados de busca e apreensão contra Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e contra o empresário Nelson Tanure
Para Toffoli, houve tempo suficiente para planejamento da operação, o que torna o atraso ainda mais grave. 

O magistrado afirmou que a situação “causa estranheza” e classificou o episódio como “descumprimento expresso e deliberado” da decisão judicial proferida em 12 de janeiro de 2026, que determinava a deflagração da fase investigativa no prazo de 24 horas. 
Segundo ele, qualquer frustração das medidas decorre de “inércia exclusiva” da Polícia Federal.

As diligências haviam sido autorizadas em 7 de janeiro, com ordem expressa para cumprimento a partir do dia 12, o que não ocorreu. 
Toffoli destacou que o Judiciário não pode ser responsabilizado por eventuais falhas na execução das ordens. 

Viagens e risco de perda de provas

Mesmo após a própria Polícia Federal comunicar, na noite do dia 13 de janeiro, a urgência das providências, as medidas não haviam sido integralmente cumpridas. De acordo com os investigadores, Fabiano Zettel tinha viagem marcada para Dubai na madrugada do dia 14, enquanto Nelson Tanure tinha voo previsto para Curitiba na manhã do mesmo dia, o que poderia dificultar o cumprimento das ordens judiciais. 

Para evitar a frustração total da operação, Toffoli autorizou medidas adicionais de urgência, entre elas: Prisão temporária de Fabiano Zettel até as 7h; 
Apreensão do passaporte do investigado; 
Buscas pessoais em aeroportos, incluindo Guarulhos (SP) e Rio de Janeiro. 

O ministro também determinou que todo o material apreendido fosse lacrado e encaminhado diretamente ao STF, reforçando o controle judicial sobre as provas coletadas. 

Operação mira esquema bilionário 

A investigação faz parte de uma nova fase da operação que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e irregularidades envolvendo o Banco Master. Ao todo, foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões, segundo informações divulgadas pela imprensa nacional. 
Além de Zettel e Tanure, também foram alvos da operação outros empresários e executivos ligados ao sistema financeiro, incluindo ex-dirigentes de gestoras de investimento. 

 Mal-estar institucional 


A decisão de Toffoli evidencia um clima de tensão entre o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal, algo pouco comum em investigações dessa magnitude. Ao exigir explicações formais e atribuir responsabilidade direta à corporação, o ministro reforça que ordens judiciais devem ser cumpridas de forma imediata e integral, especialmente em casos que envolvem grandes valores e risco de evasão de investigados. 

A Polícia Federal informou que irá apresentar resposta ao STF dentro do prazo determinado, negando qualquer tipo de negligência. O caso segue sob sigilo, mas deve continuar gerando repercussão política e jurídica nos próximos dias.


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