![]() |
| Imagem meramente ilustrativa da prisão de Maduro. Imagem: Viviane Araújo / Bora Pe. |
Estados Unidos anunciam captura de Maduro, e Lula se pronuncia.
O dia de hoje começou com a Venezuela no centro da atenção internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que uma operação militar americana teria resultado na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A informação circulou rapidamente pelo mundo.
O que aconteceu?
Explosões foram relatadas em Caracas e houve movimentação militar. O governo venezuelano chamou a ação de “agressão imperialista”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais horas após o anúncio:
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Lula defendeu diálogo, multilateralismo e respeito às regras internacionais, colocando o Brasil como mediador e buscando estabilidade regional. O pronunciamento reflete repúdio à ação militar, mas sem confrontar diretamente os Estados Unidos.
Por que isso interessa ao Brasil
Economia: crises na Venezuela podem afetar mercados, dólar e preços internos.
Migração: colapso do país vizinho aumenta o fluxo de refugiados, pressionando saúde, educação e empregos.
Exemplo político: a queda ou ameaça a regimes autoritários na região serve de alerta. O Brasil precisa mostrar que defende democracia, lei e ordem.
Soberania: silêncio seria interpretado como conivência com intervenções militares estrangeiras.
Opinião de Viviane Araújo
O que chama atenção no pronunciamento de Lula é que ele ignora praticamente o regime autoritário da Venezuela. Maduro afunda o país há anos: inflação fora de controle, falta de comida, remédios e hospitais que não funcionam, além do mais, é comum que o regime passe com carros de guerra em cima de civis pelo simples fato de descordar do governo. Ainda assim, o discurso presidencial se concentra nos Estados Unidos como “vilões da história”.
Sim, ataques militares em flagrante violação da soberania são perigosos, e ninguém quer guerra. Mas minimizar o governo que destrói a própria população e colocar a culpa apenas na ação externa é arriscado. É como olhar para o incêndio e culpar quem chama o bombeiro, ignorando o fogo que já estava queimando a casa.
Antes mesmo dessa escalada, Lula alertava sobre a presença militar dos EUA no Caribe, sobre o risco de uma catástrofe humanitária e dizia que queria mediar o conflito. Certo, bom senso sempre é necessário. Mas não dá para fingir que Maduro não é o problema principal.
O Brasil precisa de diálogo e paz, mas com clareza: defender a soberania não pode virar desculpa para passar a mão na cabeça de regimes que arruinam seus próprios países. Ignorar isso é abrir precedente para que atitudes perigosas cheguem até aqui.
.gif)



