![]() |
| Marcelo Caumo /Ex-prefeito de Lajeado - RS / Foto: Reprodução |
Ex-prefeito de Lajeado é preso temporariamente em operação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades após enchentes de 2024
O ex-prefeito de Lajeado (RS), Marcelo Caumo, foi preso temporariamente nesta quinta-feira (26) durante a segunda fase da Operação Lamaçal, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura supostas irregularidades na aplicação de recursos federais destinados ao município após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
A informação foi amplamente divulgada por veículos de imprensa nacionais como CNN Brasil, InfoMoney e O POVO.
Segundo a PF, os valores sob análise são oriundos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e foram liberados em caráter emergencial durante o período de calamidade pública.
![]() |
| Foto: Divulgação / PF |
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades e reproduzidas pela imprensa, a apuração concentra-se em contratos firmados no contexto da emergência climática. A Polícia Federal aponta indícios que estariam sendo analisados quanto a possível:
* Superfaturamento de serviços
* Irregularidades em procedimentos licitatórios
* Contratação de empresas com supostos vínculos entre si
Conforme noticiado pela CNN Brasil, a investigação menciona valores que podem alcançar milhões de reais. As cifras exatas e eventual responsabilidade individual ainda são objeto de apuração.
Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária. Também houve determinação judicial de medidas cautelares patrimoniais.
A operação foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
Defesa se manifesta
A defesa de Marcelo Caumo afirmou, por meio de nota divulgada à imprensa e reproduzida pelo InfoMoney, que considera a prisão temporária desnecessária e que adotará as medidas judiciais cabíveis. Os advogados sustentam que o ex-prefeito sempre esteve à disposição das autoridades e aguardam acesso integral aos autos do processo.
Investigação segue em andamento
Até o momento, não há condenação judicial. A prisão tem caráter temporário e integra fase investigativa. A apuração prossegue sob responsabilidade da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
As enchentes de 2024 foram consideradas uma das maiores tragédias climáticas da história do Rio Grande do Sul, levando à liberação de recursos federais emergenciais para reconstrução e assistência social nos municípios atingidos.
O caso segue em fase de investigação, não havendo até o momento decisão judicial definitiva sobre os fatos apurados. O espaço permanece aberto para manifestações das partes envolvidas.
.gif)



