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| Foto: Divulgação |
Professores e profissionais da saúde ocupam avenida, travam trânsito e cobram valorização salarial imediata e pagamento retroativo
Manifestantes realizaram um protesto em frente à sede da Prefeitura do Recife, na área central da capital pernambucana, na tarde desta quarta-feira (4). O ato reuniu representantes de diferentes categorias do serviço público municipal, como professores e enfermeiros.
Com faixas e palavras de ordem, os servidores ocuparam os dois sentidos da Avenida Cais do Apolo, provocando impacto no tráfego da região. O protesto foi encerrado por volta das 14h20, quando o trânsito começou a ser normalizado.
O que motivou o protesto
A mobilização foi motivada pela insatisfação de categorias com a proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão municipal.
Entre os professores da rede municipal, representados pelo Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), a principal crítica é em relação à proposta de parcelamento do reajuste do piso nacional do magistério, estimado em 5,4% para 2026, sem pagamento retroativo a janeiro, mês da data-base da categoria.
A entidade sindical defende a aplicação integral do reajuste com retroatividade, além da abertura de discussão sobre reestruturação da carreira, gratificações e melhores condições de trabalho.
Profissionais da saúde que participaram do ato também defendem valorização salarial e avanços nas negociações da campanha salarial deste ano.
O que diz a Prefeitura
Procurada pela reportagem a Prefeitura do Recife informou, por meio de nota, que “reafirma seu compromisso com o diálogo permanente, transparente e institucionalizado”.
A gestão municipal destacou ainda que todos os pleitos apresentados pelas categorias serão ouvidos e debatidos no espaço legítimo de negociação.
Contexto das negociações
A campanha salarial de 2026 tem sido marcada por rodadas de negociação entre representantes sindicais e o Executivo municipal. As categorias defendem que o reajuste proposto não recompõe integralmente as perdas inflacionárias acumuladas e pedem maior previsibilidade no calendário de discussões.
Até o momento, não há definição sobre novos atos ou paralisações, mas lideranças sindicais indicam que a mobilização pode continuar caso não haja avanço nas tratativas. veja:
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