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| Três décadas de história: o Cine PE celebra 30 anos consolidando Pernambuco como um dos principais polos do audiovisual brasileiro./Arte Bora Pernambuco |
Festival celebra três décadas de história apostando na inclusão cultural e na valorização do cinema brasileiro
Poucos eventos culturais conseguiram atravessar três décadas mantendo relevância nacional. O Cine PE chega à sua histórica 30ª edição em 2026 como um dos festivais de cinema mais tradicionais do Brasil, consolidando Pernambuco como um dos principais polos do audiovisual brasileiro.
Mais do que celebrar uma marca simbólica, o festival reforça neste ano um compromisso que dialoga com os desafios contemporâneos da cultura: tornar o cinema mais acessível e democrático.
A programação acontece entre os dias 1º e 7 de junho, no Recife, com sessões gratuitas, mostras competitivas e homenagens a nomes consagrados do cinema nacional. As exibições ocorrem no Teatro do Parque e no Cinema São Luiz, mantendo uma tradição que aproxima o público pernambucano da produção audiovisual brasileira.
Um dos principais destaques da edição comemorativa é a exigência de recursos de acessibilidade para os filmes concorrentes. As produções selecionadas deverão apresentar legendagem descritiva para pessoas surdas e ensurdecidas e audiodescrição para pessoas com deficiência visual, seguindo normas da Ancine e da legislação brasileira de inclusão.
Inclusão deixa de ser diferencial e passa a ser requisito
A decisão coloca a acessibilidade no centro da programação do festival.
Na prática, significa que espectadores com deficiência auditiva ou visual terão melhores condições de acompanhar as obras exibidas durante o evento.
A medida acompanha uma transformação observada em festivais e eventos culturais de todo o país, que buscam ampliar o acesso à produção artística e reduzir barreiras históricas de participação.
Para além das exigências legais, a iniciativa reforça o entendimento de que a cultura deve ser acessível a todos os cidadãos.
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| "Cine PE 2026: 30 anos de história, inclusão e protagonismo do audiovisual pernambucano" |
Três décadas de resistência cultural
Criado em 1997 pelos produtores Alfredo e Sandra Bertini, o Cine PE surgiu durante o período conhecido como retomada do cinema brasileiro, quando a produção nacional buscava se reerguer após anos de dificuldades estruturais.
A primeira edição exibiu produções que hoje fazem parte da história do cinema nacional e ajudou a criar um espaço permanente para a circulação de obras brasileiras fora do eixo tradicional do mercado audiovisual.
Ao longo desses 30 anos, o festival recebeu nomes como Fernanda Montenegro, Walter Salles, Fernando Meirelles, Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Tony Ramos, Laura Cardoso, Antonio Pitanga e Guel Arraes, consolidando-se como uma das principais vitrines do cinema nacional.
Em 2011, o próprio Pelé definiu o Cine PE como "o Maracanã dos festivais", reconhecimento que ajudou a fortalecer ainda mais a projeção nacional do evento.
Cine PE em números
Linha do tempo
1997
- Nasce o Cine PE, durante a retomada do cinema brasileiro.
Anos 2000
- Consolidação nacional do festival e ampliação da participação de produções de todo o país.
2011
- Pelé define o Cine PE como "o Maracanã dos festivais".
2020
- Festival adapta sua programação diante das restrições da pandemia.
2026
- O evento completa 30 anos de atividades ininterruptas.
Edição 2026
- 38 filmes selecionados;
- 8 mostras;
- Produções de 12 estados brasileiros;
- 28 curtas-metragens;
- 10 longas-metragens.
O que representa o Troféu Calunga?
Principal símbolo do Cine PE, o Troféu Calunga é considerado uma das premiações mais tradicionais do audiovisual brasileiro.
Inspirado na boneca sagrada presente nos maracatus pernambucanos, o troféu representa proteção, ancestralidade, identidade cultural e resistência. A peça foi criada pela artista plástica pernambucana Juliana Notari e tornou-se a maior honraria concedida pelo festival.
Receber uma Calunga significa integrar a história de um evento que ajudou a revelar talentos, impulsionar carreiras e fortalecer a produção audiovisual brasileira ao longo das últimas três décadas.
Pernambuco no centro do cinema brasileiro
O regulamento mantém uma mostra exclusiva para curtas-metragens pernambucanos, preservando uma característica histórica do festival: a valorização da produção local.
Além da competição estadual, realizadores pernambucanos também podem disputar espaço nas mostras nacionais, ampliando a visibilidade de suas produções junto ao mercado audiovisual brasileiro.
A permanência desse espaço exclusivo reforça o papel de Pernambuco como um dos principais centros de produção cinematográfica do país.
Como participar
O público poderá acompanhar gratuitamente toda a programação da 30ª edição do Cine PE.
Os ingressos são distribuídos de forma gratuita, respeitando a capacidade dos espaços de exibição. Parte das entradas pode ser retirada antecipadamente pela plataforma digital do festival e outra parcela é disponibilizada presencialmente.
Serviço
📅 Data:
1º a 7 de junho de 2026
📍 Locais:
- Teatro do Parque
- Cinema São Luiz
🎟️ Ingressos:
Gratuitos
🏆 Premiação:
Troféu Calunga
♿ Acessibilidade:
Audiodescrição e legendagem descritiva obrigatórias para os filmes selecionados
Mais do que um festival
Ao completar 30 anos, o Cine PE não celebra apenas sua longevidade. Celebra também a capacidade de Pernambuco de produzir cultura, revelar talentos e manter viva uma das mais importantes vitrines do cinema brasileiro.
Em uma época marcada por transformações tecnológicas e mudanças nos hábitos de consumo audiovisual, o festival chega à sua edição histórica apostando em um princípio simples: fazer com que o cinema continue sendo um espaço de encontro, diversidade e acesso para todos.
Ao completar três décadas de história, o Cine PE reafirma seu papel como uma das mais importantes vitrines do audiovisual brasileiro e reforça a posição de Pernambuco como referência nacional na produção cultural e cinematográfica.
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