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Alfredo Gaspar critica o avanço do crime organizado após atentado contra vereador em Mossoró, no Rio Grande do Norte./Foto:Ilustração/IA/Bora PE

Deputado reagiu ao ataque que matou o assessor de Cabo Deyvison e deixou o vereador ferido: “Isso é um ataque à democracia”

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) reagiu com dureza ao atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e cobrou uma resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da violência praticada contra agentes públicos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Gaspar classificou o episódio como um “ataque à democracia”, criticou a atuação do governo federal no combate ao crime organizado e questionou se ações dessa natureza deveriam ser tratadas como terrorismo.

“Isso é uma vergonha. Isso é um ataque à democracia”, afirmou o parlamentar.

A manifestação ocorreu depois do atentado que deixou Cabo Deyvison ferido e matou seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira Morais.
Vereador foi baleado e assessor morreu

O atentado aconteceu em 15 de junho, em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Alto de São Manoel, em Mossoró.

Cabo Deyvison estava realizando uma transmissão ao vivo quando foi surpreendido pelos disparos. O vereador foi atingido nas pernas e recebeu atendimento médico. O assessor Alyson Dyego, que acompanhava o parlamentar, também foi baleado e morreu em decorrência dos ferimentos.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte registrou o atentado e informou que parlamentares cobraram uma investigação rigorosa sobre a tentativa de assassinato contra o vereador e a morte do assessor.

O caso provocou forte repercussão política no Estado e em Brasília.

Prisões avançaram nas primeiras horas da investigação

As forças de segurança conseguiram prender suspeitos ainda nos primeiros desdobramentos da investigação.

Segundo informações divulgadas pela imprensa potiguar, dois suspeitos foram presos no Ceará e teriam confessado participação no atentado, de acordo com a polícia.

A investigação avançou posteriormente com novas prisões. O Diário do Nordeste informou que quatro pessoas foram presas em um dos desdobramentos do caso e que, naquele momento, o número de suspeitos detidos havia chegado a seis. Entre os investigados estavam pessoas que poderiam ter participação intelectual na ação criminosa.

Outra reportagem local informou que quatro suspeitos foram presos em Mossoró durante as investigações e que um deles era apontado preliminarmente como motorista do veículo utilizado na ação.

Polícia inicialmente descartou motivação política

Um ponto importante da investigação é que, nas primeiras horas após o atentado, as autoridades não apontavam motivação política comprovada.

Em coletiva realizada em 16 de junho, representantes da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte informaram que, naquele momento, não havia indícios de que o crime tivesse motivação política. A investigação estava concentrada na identificação dos autores do homicídio de Alyson Dyego e da tentativa de homicídio contra Cabo Deyvison.

A informação é relevante porque evita que hipóteses ainda em investigação sejam apresentadas como conclusões definitivas.

Atuação de Cabo Deyvison contra o crime organizado

Cabo Deyvison ganhou projeção política em Mossoró por sua atuação pública contra a criminalidade e por denúncias relacionadas à atuação de facções.

Após o atentado, o episódio passou a ser relacionado politicamente ao histórico de enfrentamento do vereador ao crime organizado.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte registrou manifestações de solidariedade ao parlamentar e ao assessor morto, além de cobranças por uma resposta rápida das forças de segurança.

“Seu governo está permitindo que o Brasil seja um narcoestado”

Ao comentar o atentado, Alfredo Gaspar direcionou suas críticas diretamente ao presidente Lula.

O deputado afirmou que a atuação do governo federal estaria permitindo o avanço das organizações criminosas no país.

“Seu governo está permitindo que o Brasil seja um narcoestado. Isso é uma vergonha. Isso é um ataque à democracia”, declarou Gaspar.

A manifestação foi repercutida pela imprensa nacional. A Revista Oeste registrou que o parlamentar acusou o governo Lula de permitir o avanço do crime organizado e utilizou o termo “narcoestado” ao comentar o caso.

Gaspar acusa governo de leniência com criminosos

Na sequência do vídeo, o deputado aumentou o tom das críticas ao governo federal.

“Agora você e os seus sabem defender bandido. Vocês fazem isso bem”, afirmou.

Gaspar também acusou o governo de ser leniente diante da atuação das facções e cobrou uma postura mais firme no enfrentamento às organizações criminosas.

As declarações representam o posicionamento político do parlamentar e não uma conclusão oficial sobre eventual responsabilidade do governo federal pelo atentado.

“Esse tipo de ataque é ou não terrorismo?”

O trecho mais contundente da manifestação de Alfredo Gaspar foi a classificação do atentado como terrorismo.

O deputado questionou se ataques realizados por integrantes do crime organizado, com armamento pesado e colocando outras pessoas em risco, deveriam receber esse enquadramento.

“Eu pergunto, esse tipo de ataque é ou não terrorismo? Vitimando pessoas inocentes e botando tantas outras em perigo”, afirmou.

A declaração também foi registrada pela Tribuna do Norte, que informou que Gaspar classificou o episódio como “terrorismo” e cobrou uma resposta do poder público.

É importante destacar, porém, que a classificação feita por Alfredo Gaspar é uma avaliação política sobre o episódio. O atentado não deve ser apresentado pelo Bora PE como um caso oficialmente reconhecido como terrorismo pelas autoridades.

Debate sobre o combate às facções

Gaspar também relacionou o episódio ao debate nacional sobre o endurecimento das medidas contra organizações criminosas.

“Vocês foram contra a classificação de membros do crime organizado como terroristas”, afirmou.

A fala se insere na disputa política em torno de propostas de endurecimento da legislação e da definição de instrumentos mais rígidos para combater facções criminosas.

O deputado defendeu uma resposta mais firme do Estado e questionou a postura do governo federal diante do avanço das organizações criminosas.

Reação política no Rio Grande do Norte

O atentado provocou manifestações de diversos parlamentares potiguares.

Na Assembleia Legislativa, deputados cobraram a identificação e punição dos responsáveis pelo crime. O deputado Coronel Azevedo (PL) prestou solidariedade a Cabo Deyvison e à família do assessor morto, enquanto outros parlamentares defenderam uma resposta rápida das autoridades.

O caso também ganhou repercussão nacional justamente pela violência empregada contra um agente público durante uma transmissão ao vivo.

“Nós queremos respostas”

Ao final de sua manifestação, Alfredo Gaspar reforçou a cobrança por respostas e manifestou solidariedade ao povo do Rio Grande do Norte.

“Mas nós queremos respostas. Minha solidariedade ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.

O episódio colocou novamente no centro do debate nacional a capacidade do Estado de enfrentar organizações criminosas que utilizam armamento pesado e desafiam agentes públicos.

Enquanto a investigação avança, a autoria, a motivação e a eventual existência de mandantes devem continuar sendo tratadas de acordo com as conclusões das autoridades responsáveis pelo caso.

Para Alfredo Gaspar, entretanto, o atentado representa algo maior: um sinal do avanço do crime organizado e, em sua avaliação, um ataque direto à democracia brasileira.

O Bora PE continuará acompanhando os desdobramentos da investigação.


  VEVA TASMBÉM;


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