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Jeffrey Chiquini durante encontro no Parlamento de Israel, em agenda da missão parlamentar brasileira. Crédito: Reprodução/Instagram – Jeffrey Chiquini.

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Em missão parlamentar em Israel, o pernambucano Eduardo Moura participa de agenda institucional no país. Durante encontro no Parlamento israelense, Jeffrey Chiquini registra conversa em que deputado local alerta sobre o Irã e grupos armados aliados.

Uma conversa no Parlamento de Israel, o Knesset, trouxe novamente o programa nuclear iraniano para o centro das discussões sobre a segurança do Oriente Médio. Durante encontro com parlamentares brasileiros, um deputado israelense fez declarações contundentes sobre o Irã e grupos armados que atuam na região, apontando o que considera uma ameaça à existência do Estado de Israel.

O encontro foi registrado pelo deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (NOVO-PR), que participa de uma missão parlamentar brasileira em Israel. Entre os integrantes da delegação está o pernambucano Eduardo Moura (NOVO), também deputado federal eleito, que participa de uma agenda de aproximação institucional entre os dois países.

A presença de Moura coloca Pernambuco em uma programação que envolve diplomacia, segurança, tecnologia e inovação, além de encontros com representantes de instituições israelenses.

O que disse o parlamentar israelense

Na gravação, o parlamentar  israelense é identificado como Moshe, nome correspondente a Moisés em português. Seu sobrenome não foi confirmado.

Durante a conversa, ele agradece a visita dos brasileiros e destaca a importância da aliança entre Israel e Brasil. Em seguida, apresenta sua avaliação sobre o cenário de segurança no Oriente Médio.

O parlamentar menciona o Hamas, na Faixa de Gaza; o Hezbollah, no Líbano; os houthis, no Iêmen; e forças presentes na Síria, associando esses grupos à influência iraniana.

Na tradução realizada durante a gravação, o deputado afirma:

“Vocês têm que entender que o Irã, com todos os seus braços, quer destruir o Estado de Israel e o povo de Israel.”

Em outro trecho, ao explicar como enxerga o conflito, declara:

“Não é uma guerra por território, nós não temos fronteira com o Irã. É uma guerra de religião.”

As declarações refletem a interpretação do parlamentar israelense sobre o confronto e a atuação de grupos que, segundo ele, fazem parte de uma estrutura de influência do regime iraniano.

Pergunta sobre a bomba atômica

Um dos momentos mais relevantes ocorre quando Jeffrey Chiquini questiona o parlamentar sobre a possibilidade de o Irã e os grupos mencionados desenvolverem uma bomba atômica.

O israelense responde afirmativamente e, na sequência, afirma que o regime iraniano esteve muito perto de conseguir a arma nuclear.

Na tradução apresentada no vídeo, ele também menciona o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destacando a atuação de ambos para impedir que o Irã alcance essa capacidade.

A resposta expressa a avaliação do representante israelense sobre o risco nuclear. É importante, porém, distinguir essa declaração política de uma confirmação técnica de que o Irã já possua uma arma atômica.

Jeffrey Chiquini também se manifesta

Antes de passar a palavra ao parlamentar israelense, Jeffrey Chiquini apresenta sua própria avaliação sobre a situação do país.

O deputado brasileiro afirma que Israel enfrenta uma ameaça que, em sua visão, ultrapassa questões religiosas e envolve o enfrentamento ao extremismo internacional.

Chiquini também faz críticas à política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando o posicionamento brasileiro em relação a países e grupos envolvidos nas tensões do Oriente Médio.

Ao final, manifesta apoio a Israel e pede que o registro seja compartilhado no Brasil.

As declarações de Chiquini são manifestações próprias do parlamentar brasileiro e não devem ser confundidas com as respostas do deputado israelense.

O que se sabe sobre o programa nuclear iraniano

O alerta apresentado no Knesset tem como pano de fundo um programa nuclear acompanhado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organismo responsável pela fiscalização internacional das atividades nucleares.

Em seu levantamento anterior aos ataques de junho de 2025, a agência estimou que o Irã possuía 440,9 quilos de urânio enriquecido a até 60%.

Esse nível é considerado elevado para aplicações civis convencionais e está próximo dos aproximadamente 90% de enriquecimento associados ao urânio de grau militar.

Entretanto, possuir urânio altamente enriquecido não significa necessariamente ter uma bomba atômica pronta. A fabricação de uma arma nuclear exige outras etapas técnicas e operacionais.

Depois dos ataques às instalações nucleares iranianas, a AIEA perdeu acesso a estruturas atingidas e deixou de conseguir verificar integralmente a situação dos estoques anteriormente declarados.

Em setembro de 2026, a agência voltou a pressionar o Irã por transparência e cumprimento das obrigações de fiscalização internacional.

O governo iraniano sustenta que seu programa nuclear tem finalidades pacíficas e nega buscar a fabricação de armas atômicas.

Até o momento, não há confirmação independente de que o país possua uma bomba nuclear operacional.

Pernambuco participa da agenda diplomática em Israel

A missão parlamentar brasileira segue até 6 de novembro e reúne representantes brasileiros em compromissos institucionais e atividades relacionadas à cooperação entre os dois países.

A participação de Eduardo Moura ocorre antes de sua posse como deputado federal, prevista para 2027. O pernambucano integra a delegação em uma agenda que inclui encontros com representantes da diplomacia israelense e visitas a instituições ligadas à segurança, tecnologia e inovação.

No domingo, 1º de novembro, Moura participou de uma programação em Jerusalém que incluiu uma visita ao Yad Vashem, o Museu do Holocausto, e um jantar com Yinam Cohen, chefe do Departamento para a América Latina e o Caribe do Ministério das Relações Exteriores de Israel.

A programação também contempla contatos com iniciativas israelenses de segurança tecnológica, inovação agrícola e desenvolvimento de soluções de irrigação.

A agenda permite que o parlamentar conheça experiências desenvolvidas por Israel em setores que também fazem parte dos desafios brasileiros.

Para Pernambuco, a participação representa a presença de um representante eleito pelo estado em uma agenda internacional que envolve relações diplomáticas, segurança e possibilidades de cooperação.

Um debate que ultrapassa as fronteiras do Oriente Médio

A conversa no Knesset mostra como representantes israelenses apresentam a parlamentares estrangeiros sua percepção sobre as ameaças relacionadas ao Irã e aos grupos armados que atuam na região.

O programa nuclear iraniano continua sendo um dos principais pontos de tensão internacional, especialmente diante das dificuldades de fiscalização e da ausência de informações completas sobre os estoques de urânio após os ataques às instalações nucleares.

A participação brasileira nessa agenda amplia o diálogo institucional entre os dois países e coloca Pernambuco em contato com discussões que envolvem segurança, diplomacia e tecnologia.

A missão segue até 6 de novembro, com novos compromissos previstos para a delegação brasileira.

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