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| Paciente infectado com MPOX. Foto: Divulgação |
Com base em boletins técnicos do Ministério da Saúde, levantamento mostra a linha do tempo dos casos, perfil epidemiológico e os principais alertas das autoridades sanitárias.
Enquanto o Brasil segue monitorando a circulação do vírus mpox, causador da doença antes conhecida como “varíola dos macacos”, novas notificações confirmam que a doença permanece presente no país, ainda que em número significativamente menor quando comparado aos picos da epidemia entre 2022 e 2024.
Cenário epidemiológico atual no Brasil
O Ministério da Saúde informou oficialmente que, até o momento, o Brasil soma 47 casos confirmados de mpox em 2026, sem registro de óbitos associados às infecções deste ano. As autoridades destacam que a maioria das ocorrências apresenta sintomas leves ou moderados, e que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para a identificação precoce, manejo clínico e acompanhamento dos casos.
Segundo os dados do painel epidemiológico nacional, o estado com maior número de confirmações em 2026 / São Paulo — 41 casos
A pasta também informou que trabalha em conjunto com vigilâncias locais após a confirmação de novas ocorrências, inclusive a primeira notificação do ano em Porto Alegre (RS).
Contexto histórico: dos picos à estabilização
O Brasil teve momentos de alta transmissão de mpox entre 2022 e 2024:
2022: No auge do surto global, o país registrou mais de 10 mil casos confirmados ou prováveis e chegou a ser um dos mais afetados fora da África.
2023: Houve estabilização dos números, com cerca de 853 casos confirmados ou prováveis ao longo do ano.
2024: Conforme os boletins do Ministério da Saúde, o país contabilizou aproximadamente 1.495 casos confirmados ou prováveis entre janeiro e outubro, com destaque para a região Sudeste, que concentrou mais de 77 % dos registros.
A Bahia confirmou seus dois primeiros casos de varíola dos macacos (Mpox) de 2026, um em Vitória da Conquista e um caso importado em Salvador. A paciente de Vitória da Conquista é uma mulher com lesões cutâneas, que também testou positivo para varicela, mas teve o diagnóstico de varíola dos macacos confirmado. O caso de Salvador é importado de São Paulo.
No estado de São Paulo, que lidera historicamente as notificações, foram registrados 44 casos confirmados só em 2026 até agora, a partir de 171 notificações totais, incluindo suspeitos e descartados.
Perfil epidemiológico dos casos
Os dados das últimas análises epidemiológicas demonstram que a mpox no Brasil tem sido mais prevalente entre homens jovens adultos, especialmente na faixa de 18 a 39 anos, refletindo padrões observados globalmente na forma de circulação do vírus.
Também foi documentado que uma parcela significativa dos casos confirmados ou prováveis ao longo dos anos estava associada a pessoas que vivem com HIV, reforçando a importância de estratégias de prevenção e cuidado direcionadas.
O alerta sobre novas variantes
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a circulação de uma nova variante recombinante do vírus mpox, identificada em países como Índia e Reino Unido, o que motivou o reforço nas ações de vigilância no Brasil.
Apesar disso, não há sinais de que essa nova variante tenha causado um aumento explosivo de casos ou agravamento dos quadros clínicos no território nacional até o momento.
O que dizem os especialistas e o ministério
Segundo o Ministério da Saúde, o cenário atual não caracteriza uma emergência sanitária como nos anos anteriores, mas reforça a necessidade de manter a vigilância epidemiológica ativa. O órgão destaca que a detecção precoce, o isolamento de casos suspeitos e as medidas de higiene são fundamentais para conter possíveis cadeias de transmissão.
Os sintomas mais comuns da mpox incluem erupções cutâneas, febre, linfadenopatia (inchaço dos gânglios) e mal-estar geral, sendo recomendado que qualquer pessoa com sinais sugestivos da doença procure atendimento de saúde para avaliação e testagem.
Apesar da queda significativa no número de casos em relação aos picos de 2022 e 2024, a mpox continua sendo uma doença monitorada pelas autoridades de saúde no Brasil. A manutenção de sistemas de vigilância e a atenção clínica precoce permanecem como pilares para evitar que a doença volte a registrar transmissões mais intensas.
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