O clima esquentou em Brasília.
A CPMI do INSS vai ouvir o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, na próxima segunda-feira (23), às 16h. O depoimento foi antecipado para acelerar as investigações sobre possíveis irregularidades em empréstimos consignados que podem ter prejudicado aposentados e pensionistas.
O foco é entender como o banco atuava na oferta de crédito ligado aos benefícios do INSS e se houve descontos indevidos ou falhas graves de controle.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, pediu ao ministro André Mendonça, do STF, a devolução de documentos relacionados às quebras de sigilo do banqueiro. Segundo ele, esses dados são essenciais para consolidar provas e avançar no relatório final.
Vorcaro foi convocado como testemunha após pedidos liderados pela senadora Damares Alves. Ele já chegou a ser preso na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, mas a prisão foi revogada pelo TRF-1, com manutenção de medidas cautelares.
Outro ponto que pesa no cenário é um documento da Secretaria Nacional do Consumidor apontando que o Banco Master figura entre os campeões de reclamações na plataforma Consumidor.gov.br, especialmente por problemas ligados a empréstimos consignados.
A comissão quer respostas sobre suspeitas de fraudes em aproximadamente 250 mil contratos de empréstimos consignados. Esse tipo de empréstimo é descontado direto na folha de pagamento, geralmente de aposentados e pensionistas, o que torna qualquer irregularidade ainda mais sensível.
O que está em jogo não é só um banco. São aposentados que dependem cada centavo do benefício.
Mas a agenda do banqueiro não para por aí. No dia seguinte, ele também será ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos. Lá, o foco será outro ponto delicado: as irregularidades que levaram à liquidação do Banco Master.
Em resumo, serão dois dias seguidos de pressão máxima. Parlamentares querem entender o tamanho do rombo, quem são os responsáveis e como tantos contratos suspeitos passaram pelo sistema.
Agora, a pergunta que fica é simples e direta: foi falha de controle ou fraude estruturada?
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