A política tem dias que parecem roteiro pronto de cinema. E este domingo na Avenida Paulista foi um deles.
Depois de declarações do presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, vistas como desastrosas e recheadas de críticas indiretas a Gilson Machado Neto e até à cultura nordestina representada pela sanfona, o cenário virou completamente.
Na Paulista, quem ganhou o centro do palco foi justamente Gilson. Veja:
Convidado por Flávio Bolsonaro, ele foi o único ex-ministro a discursar no ato. Não só isso. Foi a única voz pernambucana a ocupar o ponto principal da manifestação. Em um evento com várias lideranças nacionais, o nome chamado para representar Pernambuco foi o dele.
Eduardo Bolsonaro fez elogios públicos. Flávio Bolsonaro o convocou ao palco em um dos momentos mais simbólicos do encontro. E a sanfona, que dias antes havia sido alvo de ironias, virou símbolo de identidade, raiz e resistência cultural diante de milhares de pessoas.
A imagem foi forte. Enquanto alguns tentavam diminuir, o palco ampliava. Enquanto havia críticas nos bastidores, havia reconhecimento público na avenida mais emblemática do país.
Na política, às vezes a resposta não vem em nota oficial. Vem em aplauso. Não vem em bastidor. Vem em aclamação popular.
E no fim das contas, o protagonista foi justamente quem muitos acreditavam que seria colocado de lado.
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