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A deputada estadual Gleide Ângelo teve assessor exonerado após operação que investiga desvio milionário na Alepe.Reprodução / Alepe / Edição Bora Pernambuco |
A Assembleia Legislativa de Pernambuco volta ao centro de um escândalo que pode ter impacto direto no cenário político do estado.
Um assessor ligado ao gabinete da deputada estadual Gleide Ângelo foi exonerado após ser alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de desvio de recursos públicos dentro da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
O servidor, identificado como Arthur Valença de Luna, ocupava o cargo de assessor especial e foi desligado da função poucos dias após o avanço das investigações.
Assista Conectando os Pontos, com Viviane Araújo:
Desvio pode chegar a milhões
De acordo com as apurações iniciais, o esquema já teria causado um prejuízo de pelo menos R$ 2,8 milhões, podendo atingir valores ainda maiores ao longo dos anos.
A investigação aponta indícios de práticas como:
* Rachadinha (retenção ilegal de salários de assessores)
* Uso de funcionários fantasmas
* Movimentações financeiras suspeitas
As ações da operação ocorreram em cidades da Região Metropolitana do Recife, incluindo:
* Recife
* Olinda
Exoneração após operação
A exoneração do assessor foi oficializada após o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
O ato foi assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto.
A medida foi interpretada como uma resposta imediata ao avanço das investigações.
Posição da deputada
Em nota, o gabinete da deputada Gleide Ângelo informou que a exoneração demonstra responsabilidade administrativa e reforçou que a parlamentar está à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos.
Caso pode ter novos desdobramentos
Embora a exoneração tenha sido rápida, o caso está longe de um desfecho.
As investigações seguem em andamento e não está descartada a possibilidade de novos envolvidos, ampliação do escopo da operação e outras medidas nos próximos dias.
Nos bastidores, o clima é de atenção.
O que ainda não está claro
Qual o real alcance do esquema
Se há participação de outros gabinetes
Quantas pessoas ainda podem ser investigadas
Se haverá responsabilização criminal nos próximos passos
O que vem a seguir
A expectativa agora gira em torno dos próximos movimentos da Polícia Civil e dos órgãos de controle.
A depender do avanço das investigações, o caso pode ganhar novas dimensões e ampliar a crise dentro da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Mas como esse esquema funcionava na prática?
A resposta revela um padrão que pode ir muito além de um único gabinete.
Na próxima matéria: os bastidores do mecanismo que pode ter desviado milhões dentro da Alepe.
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