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Senador Ciro Nogueira durante sessão no Senado / Foto: Divulgação / Saulo Cruz/Agência Senado |
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (7), mandado de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), uma das principais lideranças do centrão no Congresso Nacional.
A ação integra a Operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura um suposto esquema de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis conexões com agentes políticos.
De acordo com a decisão judicial e informações da própria Polícia Federal, a operação também incluiu o cumprimento de outros mandados, bloqueio de bens e medidas cautelares que atingem investigados ligados ao sistema financeiro e a operadores políticos.
Suspeitas de repasses e influência política
Segundo informações constantes nos autos da investigação, há suspeitas de que o senador teria recebido valores mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, supostamente vinculados ao empresário Daniel Vorcaro, apontado como controlador do Banco Master.
A Polícia Federal investiga ainda se haveria influência indevida em decisões legislativas com impacto no setor financeiro, especialmente em medidas que tratam de garantias bancárias e regulação do sistema de crédito.
Emenda parlamentar entra no foco da investigação
Um dos pontos centrais da apuração é uma emenda parlamentar apresentada por Ciro Nogueira, que tratava da ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A investigação aponta indícios de que o texto da emenda teria sido elaborado com a participação de pessoas ligadas ao Banco Master, levantando suspeitas de conflito de interesses e tentativa de influenciar o setor financeiro.
STF autoriza operação e bloqueio de bens
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e inclui o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, totalizando cerca de R$ 18,8 milhões. A PF agora passa a analisar o material apreendido, que inclui celulares, computadores e documentos, além de dados bancários e mensagens digitais.
O que muda a partir de agora
Até este momento, a PF vinha concentrando esforços na coleta de provas, com quebras de sigilo e análise de movimentações. Agora, com as evidências apreendidas, o foco se volta para a avaliação detalhada desses materiais.
Os próximos passos incluem: a oitiva de investigados, confronto de dados bancários com registros fiscais e parlamentares, e uma possível ampliação das medidas cautelares, caso novas evidências surjam.
Cenário político em alerta
No campo político, a operação aumenta a pressão sobre o centrão, um bloco decisivo na formação de alianças no Congresso. A depender dos desdobramentos, o caso pode levar a novas frentes de apuração e até mudanças no cenário político nacional.
Por enquanto, o processo segue sob sigilo no STF, e o próximo capítulo depende da análise do material apreendido pela PF.
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