O senador Flávio Bolsonaro, que se colocou como pré-candidato à Presidência, tratou de esfriar os rumores que circulam nos bastidores da política. Segundo ele, nunca houve conversa com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobre uma possível composição de chapa para 2026.
Flávio explicou em entrevista à coluna Paulo Cappelli, do Metropoles, que a única conversa com Zema aconteceu no momento em que oficializou sua pré-candidatura. Fez questão de que o governador soubesse diretamente dele, sem intermediários. Sobre vice, o senador foi direto: isso só será discutido mais adiante, no tempo certo.
Apesar de não haver definição de chapa, Flávio afirma que mantém diálogo aberto com lideranças de vários partidos. Entre eles estão União Brasil, PP, Podemos, Republicanos e o Novo. Com exceção do Novo, essas siglas vivem hoje uma divisão interna, com parlamentares que ora se aproximam do governo Lula, ora do campo bolsonarista.
Do outro lado do tabuleiro, o PT já trabalha para consolidar a candidatura de Lula à reeleição. O partido conta com o apoio da esquerda e tenta ampliar a base atraindo legendas de centro. Para isso, sinaliza com a possibilidade de entregar a vaga de vice ao MDB, mas o MDB já negou que vai apoiar Lula a reeleição.
Dentro do MDB, o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, chegou a defender o nome de Michel Temer como possível candidato ao Planalto, alegando que o ex-presidente, que tem 85 anos, teria capacidade de unificar o partido. Temer, no entanto, ainda não decidiu se entrará na disputa eleitoral de 2026.
O cenário mostra que, apesar das especulações, o jogo está longe de ser fechado. Conversas existem, mas decisões importantes ainda estão por vir.
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