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| Foto: Divulgaçâo |
Pedido de CPI no Senado quer apurar possíveis relações entre o escândalo financeiro e decisões judiciais; investigação ainda depende de tramitação no Congresso.
Um novo capítulo do escândalo envolvendo o Banco Master ganhou força no Senado Federal. O senador Alessandro Vieira anunciou que já reuniu 29 assinaturas de senadores para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, destinada a investigar possíveis ligações entre o caso do banco e ministros do Supremo Tribunal Federal.
O número supera o mínimo exigido pela Constituição para a criação de uma CPI, que é de 27 assinaturas, equivalente a um terço dos parlamentares. Segundo o senador, o objetivo da comissão seria esclarecer informações que surgiram durante as investigações do caso do banco e que mencionariam autoridades públicas.
Os ministros citados no pedido são Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade a eles, e qualquer apuração depende do avanço da CPI. O pedido surge após as investigações do colapso do Banco Master, que entrou em liquidação após a descoberta de irregularidades. O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao banco, é investigado por crimes financeiros, como fraude e manipulação de ativos.
Mesmo com as assinaturas, a CPI ainda não foi instalada. O pedido precisa ser protocolado, lido no plenário e autorizado pelo presidente do Senado.
O caso repercute fortemente na política, por envolver o sistema financeiro e menções a integrantes do Judiciário. Parlamentares defendem que a CPI pode ajudar a esclarecer os fatos, mas outros pedem cautela, para não gerar um conflito institucional entre os poderes.
As investigações seguem, e o país aguarda os próximos passos no Congresso.
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